Viagens para quebrar a rotina
14 Junho 2008
Eae pessoas,
Bom, como vocês puderam notar a frequência dos posts tem baixado. Uma parte se deve à minha vagabundagem, mas a outra talvez seja pela rotina que pouco a pouco se instaura na vida aqui, o que faz com que coisas que até de fato são interessantes para quem enxerga de fora, passem desapercebidas para mim, que já estou acostumado com a “batida”.
Mas enfim, no findi de 22/05 fui para Ein Gedi, que é um parque natural pertinho do Mar Morto, no meio do deserto da Judéia. Mas o incrível é que pelo meio daqueles morros de pura pedra, sem uma vegetação, corre um riozinho, que forma umas 3 ou 4 cascatas. OK, nada comparável com a Cascata do Caracol ou coisa similar, mas tendo em conta que é no meio do deserto, é uma coisa admirável.
Bom, daí naquela sexta saímos cedinho de casa e nos tocamos para lá. Caminhamos um monte, vimos as cachoeiras e tomamos banho em uma muito legal, que forma tipo uma furna, com água muito limpa e transparente, com uma caverna ao lado. É meio surreal ficar tomando banho de rio no meio do deserto, mas é muito tri, matar aquele calor na água. Daí ficamos uma meia hora ali, relaxando e curtindo esse contraste. Muito tri! As fotos estão no meu Picasa.
No findi seguinte foi aniversário do Leo, daí fizemos uma festa-surpresa para ele, que caiu bem direitinho e não desconfiou de nada, hehehe. FIzemos lá no Parque Carmel, aqui em Haifa mesmo. Na eterna busca pelo churrasco possível, resolvemos partir para outra abordagem, e já que carne é uma coisa complicada aqui e churrasqueira mais ainda, fizemos uns espetinhos de xixo, que fica mais apropriado para as churrasqueiras rasinhas daqui. E não é que ficou bom, deu para matar um pouquinho da saudade de churras. Mas claro que a lágrima pelo costelão 12h, pelo vazio e pela picanha ainda corre, mas essa terá que esperar mais um pouco ainda. As fotos do aniver estão aqui no Picasa do Pacheco.
Já na semana passada, foi feriadão aqui em Israel por causa do Shavuot. Daí aproveitamos e fomos para Eilat o Bidi, Zé, Pacheco, Maurício e eu. Foi muito tri para relaxar naquele mar horrível, hehehe. Dessa vez comprei máscara e snorkel, daí dava para mergulhar e ver os peixes e corais melhor, realmente é muito lindo. Para completar, fiz um curso de mergulho, aprendi a operar todos os equipamentos e tal. Agora estamos pilhados para num próximo feriado ir no Sinai, no Egito, onde dizem que é ainda mais bonito de mergulhar que Eilat. Se Eilat já é do jeito que vi, nem quero ver o que é o Sinai…. Algumas fotos da nossa viagem lá no Picasa do Pacheco.
Para completar, uma ótima notícia, que eu só acreditei quando fechou tudo: o meu pai finalmente decidiu vir aqui me visitar! Ele e a Vera vêm no finalzinho de setembro para ficar uma semana. Vai ser muito legal, já vou começar a montar o roteiro turístico, agora que Israel já está quase na palma da mão, hehehe.
Abraços,
Bruno
Istambul
14 Maio 2008
Eae pessoas,
Continuando o relato das mini-férias com a Fer, depois de Rhodes e Jerusalém, embarcamos rumo a Istambul, na Turquia. Na real o plano original era ir para o Cairo, no Egito, mas como era meio complicado ir para lá, pois só indo por sua conta e risco, depois de ver as fotos de um amigo aqui de Israel (Diego, irmão do Thiago) tirou quando foi a Istambul, comecei a gostar da idéia. Daí como achei um pacote que fechou as datas certinho, a Fer e eu decidimos ir. E de fato foi uma decisão acertada, a cidade é muito legal, riquíssima em história e atrações. FIcamos 2 dias completos lá, mas tinha coisa para ficar uns 5 dias tranquilamente!
Bom, começando que Istambul é a única cidade que fica em dois continentes: europa e ásia. A parte velha da cidade fica na europa e a outra na ásia. Separando-as, existe o estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro (ao norte) com o Mae Egeu (ao sul). Istambul é um baita cidade (entre 16 e 19 milhões de viventes), e era a antiga Constantinopla, que depois virou capital do vasto Império Turco-Otomano. Então, cultura é que não falta por lá. Basicamente, visitamos o Palácio Topkapi, antiga sede do império que hoje guarda várias exposições do tempo do império, da religião, etc. O palácio é muito grande e todo decorado com dourados e belíssimos azulejos, típico da cultura muçulmana. Em termos de museu, dos que visitei só achei o Topkapi menor que o Louvre. E tudo muito conservado, tanto o prédio, como as porcelanas usadas pelos Sultões desde o século XI e muitas jóias do império, presentes de outros governantes, etc. Fantástico, vale a pena dar uma conferida nas fotos!
No final do primeiro dia, ainda fomos visitar a Aya Sofia, uma antiga igreja bizantina construída em 540 DC (isso mesmo, século IV !!!) e foi transformada em mesquita depois do Sultão Mehmed II tomar Constantinopla e criar o Império Otomano. Depois de 1935, a mesquita foi desativada e o prédio transformado em museu. A partir daí começou a se restaurar o prédio, e foram descobertos os elementos bizantinos escondidos quando a igreja foi transformada em mesquita. Então é legal ver o contraste dos mosaicos bizantinos com os elementos de mesquita, muito massa! Pena que o domo central, de 55m de altura, estava em restauração. Mas mesmo assim a visita valeu a pena, com certeza!
Saindo dali, atravessamos uma bela praça decorada com tulipas e fomos à Blue Mosque, que é uma mesquita constrída em 1616, toda decorada com o que tinha de melhor na época. O prédio de fato é muito bonito, e funciona como mesquita até hoje. Contudo, visitantes são permitidos em determinados horários e fomos lá dar uma conferida. É bem diferente, o interior é todo acarpetado, é preciso tirar os calçados para entrar. Tem muitos azulejos e pinturas, além de lustres gigantes. No fim do dia, fomos a um salão de chá, tomar o chá turco nos copinhos característicos deles e fumar um narguile. Foi muito tri, porque fomos a um salão “dos nativos”, então tu via o pessoal saindo da faculdade e estudando, executivos de terno num “happy-hour” depois do trabalho, conversando ou lendo um jornal ou livro ou só relaxando, muito massa!!!
No segundo dia, apesar da chuva fina, fomos no Grand Bazaar, que é um grande complexo de lojas que vendem tudo que é tipo de coisa, de jóias a casacos de couro, souvenirs, instrumentos musicais, etc. Quase como um shopping center, só que muito maior e muito mais antigo. Depois fomos no Spicy (ou Egyptian) Bazaar, que só vende especiarias, doces e chás. Muito legal, quase como um mercado público, só que com muito mais coisa e mais variedade. Uma loucura ver tudo aquilo vendido a granel, fresquinho. Dá vontade de levar um pouco de tudo. Dali pegamos um trem e fomos para a parte nova da cidade, caminhar na Istiklal Caddesi, que é um calçadão tipo a Rua da Praia, só que bem maior, com várias lojas e restaurantes, e com um bondinho que liga uma ponta a outra dela. Passamos também na Nevizade, que é uma ruazinha só de restaurantes e bares. Almoçamos por ali e depois voltamos à Istiklal, onde nos refugiamos da chuva e do frio numa Starbucks. Depois, voltamos para o hotel para jantar e fazer as malas, pois já voltávamos no outro dia.
No fim, uma coisa interessante de Istambul é que apesar de ser uma cidade de maioria islâmica e ser frequente ver mulheres de véu na cabeça e ter o chamado para rezar propagado pelos alto-falantes das mesquitas em certas horas, Istambul parace ser uma cidade tri tolerante. Tu não sentes aquele ar de “estão me olhando diferente” quando tu passas na rua. Parece ser cada um na sua, com sua religião e seus costumes.
Enfim, resumindo a ópera: se tiverem a chance de ir a Istambul algum dia, não a percam. Vale muito a pena!
As fotos do passeio estão lá no meu Picasa!
Abraços,
Bruno
Jerusalém no Pessach
13 Maio 2008
Olás,
Na semana de 19 a 26 de abril foi o Pessach aqui em Israel, que é para os judeus tão importante quanto o natal é para os cristãos. O Pessach simboliza a libertação dos judeus no egito e o posterior êxodo. Hoje em dia é quando a família toda se reúne e tal, especialmente no primeiro sábado (que foi no dia 20, nesse ano), quando eles fazem o Seder, que é tipo uma ceia com toda a família, recitam orações e canções, etc. Mas toda a semana é especial para eles, de forma que Jerusalém estava tomada de gente, e o Muro das Lamentações atrolhado. Só não estava mais cheio que a Igreja do Santo Sepulcro, pois na mesma semana coincidiu a páscoa para os gregos ortodoxos (para quem não sabe, quem manda na maioria da Igreja do Santo Sepulcro sçao os gregos orotdoxos – os católicos romanos tem só uma capelinha minúscula lá dentro). Então Jerusalém estava um caos, gente por tudo que é lado, ruas trancadas, era algo! A Fer passou um sufoco para entrar na capela do Sepulcro, quase uma hora de empurra-empurra.
Mas só para fechar o assunto Pessach, durante aquela semana os judeus não podem comer nada que leve fermento, para simbolizar a saída às pressas do Egito, sem ter tempo de curar o pão. Até aí tudo bem, tradição deve ser respeitada, mas algo que me chocou foi ir no supermercado que frequento (que não é kosher) e ver todas as prateleiras com produtos que tinham fermento com um pano branco as tapando e a padaria fechada. OK, quem quisesse comprar bolacha ou cerveja poderia – até aí tudo bem, mas nos supermercados kosher, as prateleiras estavam LACRADAS e como se não bastasse na entrada dos corredores de produtos com fermento colocaram PALLETS de água mineral para impedir que alguém entrasse. Para mim foi algo como se na sexta-feira santa fechassem todos os açougues do RS. Mas enfim, só para dar um cenário do que é o Pessach aqui no Israel.
Voltando ao passeio (ufa), pus em prática todos meus conhecimentos de guia turístico (ajudado pelo Lonely Planet “emprestado” da Emi) para guiar a Fer pela cidade velha e percorrer a Via Dolorosa, as 12 estações que Cristo teria percorrido com a cruz. O que fiz de diferente em relação à minha primeira visita foi ir no Domo da Rocha, que abriga as maiores mesquitas da cidade velha, que fica logo acima do Muro das Lamentações, onde eram os antigos templos judaicos. O lugar em si é muito bonito, com um parque arborizado e tal. O Domo da Rocha em si é incrível, o prédio é muito bonito e aquela cúpula dourada é mais bonita ainda vista de perto. Mas infelizmente não nos deixaram entrar na mesquita, o acesso era exclusivo para quem ia rezar. Mas mesmo assim valeu os 50 minutos de espera na fila.
Apesar do calor infernal em Jerusalém, troteamos o dia inteiro. Saímos de lá já de tardinha, e ainda não deu tempo da Fer ver o Monte das Oliveiras. Mas conseguimos voltar lá 2 semanas depois, na volta de Massada, quando vimos o pôr-do-sol no topo do monte. Valeu a pena a espera!
Abraços,
Bruno
Fim da viagem
23 Outubro 2007
OK, depois de tanta demora para postar chega de bla-bla-bla de aviões. Para resumir o último vôo (ZCH-TLV) foi uma merda porque o ar na parte em que estávamos estava quente pra cacete. Chegamos em Haifa por volta das 02h30 (hora local) de terça e fomos recepcionados por um serviço contratado que nos levou para os guichês de imigração. Tudo corria bem, até que invocaram com o nome de um dos nossos colegas, que é um nome comum entre muçulmanos. Daí levaram ele para ser entrevistado em particular. No fim correu tudo bem, só acabamos saindo de Tel Aviv às 05h30. Chegamos em Haifa quase 7 da manhã, tomamos café da manhã e subimos para um merecido sono, após 46 horas de viagem!!!
Viagem II – GRU-ZCH
19 Outubro 2007
Chegando em GRU, pegamos as malas (exceto quem teve a mala “adiada”) e… surpresa! O check-in da Swiss só abria às 14h40. Entõa, restou-nos montar um “QG”, formar uma barricada com as malas e acampar perto do balcão. Ficamos vendo um pouco de House (muito bom seriado, por sinal), outros viram um filme (no notebook, porque cinema em Aeroporto só em POA mesmo) ou jogaram xadrez. Após um inevitável Nº1 no McLixo (única “refeição” não-extorsiva em GRU), e 1h de fila no check-in da Swiss, finalmente despachamos as malas!!! O vôo em si foi tranquilo, era um A340-300 com sistema individual de entretenimento. As poltronas eram razoáveis (a KLM tem mais espaço), o serviço era mais-ou-menos (sem snacks liberados e sorvetinho na madruga
. Chegamos bem, com destaque para a câmera que tinha no nariz do avião e permitiu-nos ver a decolagem com visão de piloto!
Quem diria…
09 Outubro 2007
Olás pessoas,
Bom, quem diria que um dia eu criaria um blog. Bom, mas com essa ida para Israel, comecei a me dar conta que seria inviável ficar mandando diversos e-mails a todo mundo que eu prometi mandar notícias. Então, já que blogs evoluíram tanto nos últimos anos, estou vendo que é menos chato do que eu pensava.
Enfim, esta será a central de notícias minhas para todas as pessoas que queiram saber como andam as coisas. Sintam-se à vontade para postar comentários ou mandar e-mail para comentários que julgarem mais particulares.
Grande abraço a todos,
Bruno
