Cruzeiro no Chipre

12 Maio 2008

Eae pessoas,

Começando a colocar em dia os assuntos, em 11 e 12 de abril fizemos um cruzeiro de gurizada para o Chipre. Uma das maiores empresas de turismo marítimos é aqui em Haifa e como era a abertura da temporada de cruzeiros, pegamos um precinho camarada e fechamos 2 cabines, com 4 viventes em cada uma. A expectativa era grande, todas as refeições inclusas, piscina e festa a bordo, etc. Mas no fim não foi aquilo tudo. Descobrimos que viajar com os nativos não é das experiências mais agradáveis do mundo, visto que FILA não é um conceito muito divulgado por aqui :-( . E tinha um povo meio estranho no navio, era meio que uma rafuagem mesmo, tipo excursão em ônibus escolar para Tramandaí em bate-volta. Mas enfim, se o cruzeiro não ajudou, pelo menos o Chipre é um lugar bem direitinho. Recém entrou na União Européia, e tem uma influência grega muito forte. Na real a ilha é dividida, pois a parte norte foi invadida pela Turquia , e eles estão em litígio até hoje. Bom, mas fato é que atracamos em Larnaca, no Chipre grego, passamos o dia lá, visitamos o centro da cidade, foi jóia. Além disso, foi legal o fato de descobrir como é legal dormir em barco, aquele balancinho de leve funciona como se fosse alguém te “ninando”, hehehhe.

Enfim, resumo da ópera: foi legal para espairecer e conhecer o Chipre, mas eu não faria de novo. No picasa do Leo tem algumas fotos e no meu tem mais algumas também.

Abraços,
Bruno

Shalom pessoas,

Após uma ausência por aqui, retomo contato com as novidades das duas últimas semanas (eu sei, já fui mais atencioso com o blog, mas a preguiça anda batendo…)

Bom, primeira novidade é que o verão está chegando aqui por esses lados! Finalmente, após aguentar dois invernos seguidos, os casacos começam a ir para o armário. Já conseguimos até ir para a praia. No findi passado só fiquei na areia pegando um sol e conversando fiado, mas ontem e hoje já deu para entrar na água. Tudo bem que ela ainda está bem gelada, mas já deu para começar a matar a saudade. E parece que a teoria de que a praia estava vazia quando chegamos, em outubro, era porque o pessoal daqui estava enjoado de praia mesmo, porque tanto no findi passado como nesse a praia estava bombando. Quando começar a esquentar mais um pouco, já vai dar para sair do trabalho e ir direto para a praia, hehehehe.

Na segunda passada foi St. Patrick’s day, dia do padroeiro da irlanda e dia mundial de tomar Guinness. Como não poderia deixar de ser, nos tocamos para o Irish Pub aqui em Haifa. Com um detalhe: convidamos o pessoal do trabalho e eles foram em peso! Foi muito tri, ficamos lá tomando aquela Guinness, conversando, muito jóia. E no dia seguinte, todo mundo unido na ressaca, hehehe! Aqui tem algumas fotos do “convescote”.

E finalmente, para explicar o título do post, essa semana teve Purim aqui em Israel. Purim é uma festa típica dos judeus, onde eles comemoram a derrota de um inimigo que queria exterminar o povo judeu. Tem toda a história da comemoração explicadinha aqui, mas a moral é que eles fazem umas festas animais, onde a galera toda se fantasia e bebe até cair. Algo como se fosse um grande carnaval de salão das antigas, mas muito tri. Na quarta teve uma festa de Purim na Elbit, daí no horário de almoço fomos para um dos pátios e tinha apresentações, toda a galera fantasiada (alguns inclusive o dia inteiro – muito cômico passar nas baias e ver o pessoal trabalhando fantasiado) e tal. Foi massa que entramos no espírito e vários de nós bolamos fantasias também. A minha fantasia de Purim foi meio que um vendedor de camelos, mas reconheço que não era muito politicamente correta, hehe. Mas como era espírito de festa, não tinha problema. Um dos guris aqui se fantasiou de mulher, ficou muito engraçado, até ganhou o concurso de fantasias da festa! As fotos do Purim na Elbit estão aqui.

Então era isso pessoas, no mais a vida segue por aqui, o trabalho tá ficando cada vez mais apertado, mas está tudo jóia, aprendendo um monte de coisa legal. E no mais, estou na contagem regressiva para a chegada da minha primeira visita do Brasil, a Fer que vem agora em abril. Vai ser um mês que eu sei que vai passar voando (ainda mais com o monte de viagens que vamos fazer – Ilhas gregas, Turquia, Jerusalém, Jordânia, etc), mas serão os minutos mais valiosos que terei nos próximos tempos!!

Me mandem notícias desse lado do atlântico também, por email, MSN, skype, comentários, whatever!

Abraços,
Bruno

Shalom pessoas!

Bom, passado o Natal, o desafio era encarar o ano novo tão longe de tudo e todos. Não foi aquilo tudo, mas sobrevivi. Mas vamos começar a história do começo.

Primeiro, a idéia de comemoração do ano novo era fazer um luau na praia. Após alguns dias de discussões, viu-se que era uma idéia excelente, mas totalmente inviável no clima que estamos tendo (não se esqueçam que é inverno aqui, tem feito menos de 10 graus à noite e um vento que parece o minuano). Então, acabamos fazendo um churrasco no Ismail (again). E por falar em churrasco, no último post falei sobre a janta que a AEL nos deu em Tel-Aviv, onde o garçom carioca disse que tinha picanha para vender no mercado público de lá, certo. Pois então, não é que era verdade mesmo? Na sexta passada, o Lorenzo, o Léo montamos a “Operação Bassar” (carne, em hebraico transliterado) e nos tocamos para lá comprar. O Lorenzo fez um bom relato da história toda no blog dele.

Bom, garantida a picanha e a costela (mais baratas que no Brasil, por sinal :-D ), o Ismail fez uma lentilha e a Emilena fez uns negrinhos para guardar pelo menos um pedaço de tradição com o nosso ano novo. Só que vocês não tem noção do frio que fez ontem à noite. Além da temperatura baixa, um vento que cortava, pois a casa do Ismail fica num costado de morro de frente para a baía, então o vento ali não perdoa. Tirando a vez que tentei esquiar na frança de calça jeans e blusão, foi a vez que mais passei frio na minha vida. OK, tinha a opção de ficar dentro de casa, mas achei mais depressivo ainda passar a noite de ano novo vendo O Fantasma da Ópera na TV em inglês com legendas em hebraico. Como os nossos violeiros Léozinho e Budja entraram num freixenet-mode e emendaram a tocar música atrás de música na rua, o churras estava rolando na rua e a Alice (namorada do Bidi) trouxe o narguile para a rua, fizemos uma turma dos guerreiros e ficamos ali, cantando, comendo, empinando Freixenet (comprada a 20 pilas – pelo menos alguma vantagem tinha de ter no ano novo aqui…) e encarando o frio. Quando virou a meia-noite, NADA DE FOGOS, nada de gritos. Bom, isso já era meio esperado, mas foi estranho. Mas, ignoramos e fizemos nossa própria comemoração. Fomos ainda para a praia, pois alguns desequilibrados (hehehe) ainda foram pular sete ondas e tal. Na volta da praia, o sono acabou batendo forte em mim (tinha levantado às 6h para trabalhar em pleno dia 31) e acabei não indo a nenhum pub, e fui para casa dormir. Isso foi meio foda, mas foi o momento.

Enfim, aqui estamos. Foi foda passar o ano novo, mas sobrevivi. Agora é bola pra frente e tocar a vida. Assim como tem esses momentos mais difíceis aqui, tem vários outros legais, e no balanço geral a conta está positiva, com certeza!

Feliz 2008 a todos vocês!! Que possamos realizar todos nossos sonhos e sermos muito felizes!

Abraços,
Bruno

(edit): Aqui estão algumas fotos da festa.

Povo e comportamento

23 Novembro 2007

O DaRosa (que tb esteve de aniversário no último dia 14 – parabéns, Dieguito!) perguntou em um dos comentários sobre se o povo não é meio bitolado aqui por causa da religião. Bom, falar de religião é sempre complicado, mas vou colocar as impressões que tive até agora. Sem ofensas, se eu falar alguma besteira ou alguém discordar, os comentários estarão sempre abertos… :o )

Primeiro, uma explicação: os judeus parecem se dividir em três tipos (essa divisão é por minha conta – nada oficial): os ortodoxos (referenciados a partir de agora por “hard”), que é o pessoal que segue à risca a religião, que se veste de preto, com chapéu e o cabelo típico e tal, que não faz nada no shabbat, trabalham mais em função da religião e sua comunidade, etc. Depois vêm os “medium”, que seguem, mas pero no mucho. Usam quipá (a “boininha” aquela) na cabeça, mas trabalham e tem uma vida “normal”, etc (têm vários desses na Elbit, por exemplo, nas mais variadas funções). Depois vêm os “light”, que são judeus, mas não necessariamente praticam, mais ou menos como a maioria dos católicos no Brasil. Esses não necessariamente seguem à risca os “não pode” da religião (vide explicação mais abaixo)

Segundo, tem de ser levar em conta aque Haifa a coisa parece ser mais light nesse aspecto. Para se ter uma idéia, em1 mês vimos mais ortodoxos (os “hard) no vôo de Zurich para Tel Aviv do que na rua em Haifa.

Isto posto, é bem verdade que a religião aqui está presente em todos os lugares. Mas muito mais arraigada na tradição do que na religião em si. Por exemplo, o shabbat. Teoricamente, entre o pôr-do-sol de sexta e o pôr-do-sol de sábado ninguém pode fazer nenhum trabalho. Isso inclui dirigir, sair, etc. E por causa disso todas as lojas e restaurantes kosher fecham aí pelas 3 da tarde de sexta e só reabream às 8 da noite de sábado. Mas nesse período as ruas não ficam vazias: o pessoal sai, vai à praia, passeia, etc. Ou seja, o aspecto religioso já fica meio em segundo plano, mas como há o hábito de as lojas fecharem no shabbat, elas continuam fechando.

Mas respondendo objetivamente à pergunta: sim, as coisas são muito guiadas pela religião aqui. “Bitolado” talvez seja um termo forte demais, mas exste. Para mim o exemplo maior é essa história do shabbat, que quebra ao meio o findi de todo mundo (inclusive o nosso). E é estranho ver, porque se tu vais no shopping ou no super no final da manhã de sexta ou no final da noite de sábado (lembrem que as coisas reabrem às 8 da noite e ficam até à meia-noite), está tudo atrolhado!!! As pessoas parecem desesperadas comprando, como se fosse passar 1 mês trancadas em casa. Mas enfim, cada povo com seu costume…

Abraços,
Bruno

Israelian way of driving

27 Outubro 2007

Um capítulo à parte aqui é o modo de dirigir do pessoal daqui. Sério, eles são muito facões. TODOS os carros têm ao menos uma arranhada ou uma encostada. Gente dando e levando fechada é a coisa mais normal do mundo. O pessoal dá o pisca, mas toca o carro por cima e no máximo faz o sinalzinho de “rêga”, que é tipo fechar a mão como se estivesse dizendo que está um lugar está cheio, e balançar a mão. Isso quer dizer “um momento”, “peraí”.

Some-se a isso que a cidade é tri montanhosa, cheio de subidas, descidas e curvas. Mas apesar disso, não vimos nenhum acidente (ainda, pelo menos). O santo deles que é forte mesmo (hehehe).

Bom, nos primeiros dias ficamos nos arredores do hotel. Só na quinta é que pegamos os carros e fizemos a mudança para os apês onde vamos morar.

Falando por cima, o que dá para dizer de Haifa:

- O clima está quente para fim de outuno. Faz uns 28 graus durante o dia e uns 22 durante a noite. O ar é extremamente seco (nariz em frangalhos por 1 semana, agora já está mais ou menos).

- A água não chega a ser salobra, mas é bem “carregada” de minerais. Se não me engano de chama isso de “água pesada”. Na real, o cara toma banho ou lava o rosto e a pele fica meio ressecada.

- Sede, muita sede. O cara fica tomando água o dia inteiro e vai no banheiro umas 3 vezes por dia. Indispnesável andar com uma garrafa d’água sempre na mochila.

- A cidade é mais ou menos assim: tem a parte baixa (beira do mar) e vários morros. Em cima do morro é a parte alta. No morro em si não tem quase nada (exceto o ba-hai gardens, o jardim bonito que aparece nas fotos).

- O café da manhã aqui é uma coisa meio bizarra na primeira impressão. No hotel, além dos clássicos pães, bolos e frios, tem salada (pepino, tomate, alface, etc) e peixe (atum em conserva e fresco). Laticínios aqui são bem fortes também (queijos de vários tipos, iogurtes daqueles com nacos de fruta dentro, etc).

- Aquela história de que todas as placas em hebraico têm tradução para inglês embaixo não é bem assim. As principais placas de trânsito sim, mas tem várias que estão só em hebraico e fachadas e placas em geral é só em hebraico mesmo. O quadro da dor é o supermercado, onde praticamente todos os rótulos estão só em hebraico e quase ninguém fala inglês. Na rua já é mais fácil achar alguém que fale inglês. Ou seja, tem horas que eu me sinto um analfabeto aqui. Fazendo um esforço até dá para decodificar a palavra em hebraico, mas ainda falta vocabulário para saber o que significa.

Cansei de escrever. Mais notícias em breve.

Abraços,
Bruno