Abril eterno!
10 Abril 2008
Eae pessoas,
Post curtinho, mas cheio de novidades!
Primeiramente, a explicação do título. Faz algum tempo que estamos falando entre a gurizada aqui do “Abril Eterno“, porque muita coisa vai acontecer nesse abril. Primeiramente, amanhã estamos indo de gurizada para um cruzeiro de 2 dias no Chipre. Vamos sair aqui de Haifa amanhã (sexta) de meio-dia, ficamos navegando o dia inteiro e passamos o sábado no Chipre. Voltamos durante a noite e chegamos em Haifa domingo de manhã cedo. O cruzeiro é bem grandinho, quase um hotel flutuante, com todas as refeições incluidas e tal. O pessoal daqui diz que não é aquilo tudo, mas estamos na expectativa. Pegamos uma barbada para esse cruzeiro, é abertura de temporada e antes de um dos principais feriados aqui (a Pessach – a páscoa judaica), então foi relativamente barato.
A segunda novidade, como muitos sabem, é que a Fer está vindo, chega aqui na madrugada de domingo para segunda. Estou contando as horas para ir ao aeroporto, e sei que a partir do momento que ela chegar o tempo vai voar! Daí na semana do Pessach (18-27/04) ela e eu vamos para Rhodes, uma das ilhas da Grécia e depois para Istambul. Acho que vão ser passeios bem legais! Depois vamos fazer um turismo intensivo aqui por Israel nas semanas seguintes. Claro que depois colocarei aqui fotos e como foi a viagem!
Para fechar, daqui a pouco estou indo em um show cover do Pink Floyd. Eles vão tocar todo o The Wall acompanhado de orquestra. O pessoal da empresa foi no ano passado e disse que é bem legal, muito bem arranjado e tocado. Vamos ver como vai ser e depois eu conto as impressões! A título de curiosidade, abaixo o pôster do evento! Em hebraico, claro, hehehehhe!
Abraços e mandem notícias daí também!
Bruno
Update: aqui vai uma palhinha do que foi o showzaço! O Zé filmou eles tocando “Comfortably Numb”. Muito afudê!!!
Mais uma abóbora na lavoura da vida…
11 Fevereiro 2008
Shalom pessoas,
Pois é, o dia 4 de fevereiro chegou e em plena segunda-feira carnaval no Brasil, enquanto todos tocavam o horror na praia, eu fiz aniversário. Em pleno Israel. Mas é a vida, quando eu escolhi vir para cá já sabia disso. Não foi tão brabo quanto Natal e Ano Novo, mas a saudade bateu à porta. Mas amenizou receber as ligações da família, alguns e-mails e scraps no Orkut também. Como já disse em outros posts nesse blog, pode parecer bobo, mas pequenas lembranças fazem toda a diferença quando se está a 12.000 km da família e dos amigos.
Mas passando o momento sentimental, o negócio foi comemorar da melhor maneira possível. E a respeito disso não posso me queixar, afinal dadas as circunstâncias, o aniver foi muito bem comemorado. No dia 4 mesmo, teve Festa-supresa no trabalho com o pessoal daqui e mais o pessoal de Israel com quem eu trabalho. Foi muito legal, funcionou a surpresa porque o bolo que a Chen (uma das nossas colegas) fez veio de manhã mesmo. À noite, fiz um risoto (receita tradicional do Eng. Cozer) para a galera no clube. Começou a aparecer gente e mais gente e faltou panela pra tanto risoto. Mas com uma torta e os docinhos que o pessoal trouxe ficou na medida e foi legal juntar todo mundo. Para fechar com chave de ouro, na quinta à noite fomos num Irish pub muito tri que tem aqui em Haifa para encerrar o kerb com Guinness. Lovely day for a Guinness!! Fotos dos eventos aqui!!!
No mais, segue a vida por aqui. Na semana passada teve chuva gelada (quase neve) aqui em casa. Foi muito louco, porque eu estava em casa tranquilo quando de repente começo a escutar barulho de chuva forte. Daí abri a janela e vi que estava chovendo mesmo. Mas olhei e vi que os pingos meio que picavam no chão. No parapeito da janela começou a juntar gelo e o chão foi ficando branco. Coloquei um casaco e saí correndo para a rua. O resultado dá para ver aqui. O Pacheco e eu, dois dos que mais sentem frio, foram os únicos com culhões para sair na neve àquela hora, hehehe. Isso foi numa segunda, mas daí no findi seguinte o Leozinho, o Pacheco, o Vigílio e eu fomos no Meron, que é uma montanha nas colinas do Golan com uns 1500m de altitude. Já não estava nevando, mas ainda tinha bastante neve, daí deu para fazer umas guerrinhas e até um boneco (tosco, é verdade) de neve. O Leo colocou umas fotos no Picasa Foi o jeito de “comemorar” carnaval enquanto todo mundo torra aí nas praias, hehehe. Ah, na semana passada ainda tivemos a visita do Dagan, um dos diretores da AEL, daí teve um churras (fotos roubadas do Leo aqui) com ele mais o nosso contato do RH na empresa aqui (Yaniv). Foi jóia, o nosso açogueiro “faixa” de Tel Aviv reservou umas picanhas para nós e deu para matar um pouco a saudade de churras. Já estamos elaborando planos ultra-arrojados de fazer uma churrasqueira “Lego” no pátio do Ismail. Daí vão faltar só os espetos, mas aí são outros 500, hehehe.
No findi passado fiquei mais por aqui mesmo, vi uns filmes (LOST voltou- graças a Deus!) e descansei um pouco. Agora é dar seguimento na semana (eu já trabalhei hoje, maldito domingo-feira
) e programar o próximo findi!
Abraços a todos e mandem notícias (parabéns e presentes atrasados ainda estão valendo…
)
Bruno
Então, foi Natal (foi mesmo??)
28 Dezembro 2007
Shalom pessoas,
Pois é, quase larguei o blog para as cobras… esse clima de fim-de-ano que não é fim-de-ano, sei lá. Na real não temos feito muitas coisas novas nos fins de semana, a rotina começa a se estabelecer, enfim. Desculpa sempre há para qualquer coisa, hehe.
Pois bem, desde os últimos acontecimentos marcantes (churras do aniversário do Ismail e ida ao museu dos tanques) até se passaram algumas coisas. No dia 20 fomos a Tel-Aviv numa “churrascaria” chamada Papagaio, como festa de fim de ano que a AEL nos proporcionou, já que não pudemos estar presentes na festa que rolou em POA. Na real é o Papagaio é um restaurante de carnes, que tenta ser uma espécie de espeto corrido. E é concorridíssimo, para ir lá só com reserva prévia. Mas para os padrões daqui é bem bom, até picanha conseguimos comer! E o melhor de tudo, conseguimos o contato de um dos garçons de lá que é brasileiro e diz que tem como conseguir picanha no mercado público. Vamos ver se é de verdade ou marra de carioca, hehhe.
Sobre o Natal… bom, devo confessar que achei que ia ser bem mais difícil. Bom não dá para dizer que foi, pois bom mesmo seria passar junto com toda a família, mas dadas as circunstâncias, foi bem legal. Fizemos amigo secreto e janta na casa do Ismail, depois fomos tomar uma ceva num pub irlandês que tem várias cervejas, e o melhor: vende todas elas em canecos de 1 litro (bwahuahua). Pena que nos correram cedo do pub, pois apesar de termos ganho folga do trabalho no dia 25, o resto do Israel trabalhou normalmente. Fotos do evento em breve.
No dia 25 à tarde aproveitamos o resto do dia (acordei às 12h) e fomos a Nazaré, já que Belém é território controlado pelos Palestinos e não fomos aconselhados a ir lá. Foi o mais próximo que conseguimos chegar de Natal, pois a cidade é de maioria árabe cristã (sim, nem todo árabe é muçulmano, pelo contrário). Daí tinha enfeites nas ruas, etc. Fomos na Basílica da Anunciação, foi legal para sentir um pouco o clima natalino. E foi engraçado para mim também, pois visitando a igreja eu me sentia um pouco mais em casa, por ser um ambiente mais parecido com o que estamos acostumados. Enfim, fim-de-ano sempre é meio complicado, e este ano foi mais ainda.
Vamos ver o que vai ser do ano-novo. Estamos planejando uma festança, primeiro tivemos algumas idéias meio mirabolantes (requeriam cartão diamante da Funai), mas agora a coisa se encaminha para fazer uma janta power no Ismail e se não estiver ventando estilo Nordestão, ir na orla à meia-noite para estourar as champanhes. Diz o pessoal aqui que o ano-novo é mais comemorado que o Natal, tem umas festas e tal. Nada de shows de fogos e tal, mas pelo menos talvez dê para comemorar a entrada de 2008 sem parecer uns aliens andando de touca de papai noel na rua, como fizemos na noite de 24, hehehe.
Então tá pessoas, mando mais notícias em 2008, para contar como foi a festa. Acho que vai ser a barreira de fogo: se eu conseguir aguentar o ano novo sem esmorecer, dá para aguentar firme até outubro de 2008.
Deixo o meu desejo de um feliz 2008 a todos, cheio de alegria, felicidade, saúde e que todos os seus planos e sonhos se realizem com êxito!
Um grande abraço a todos, e mandem notícias, comentários, fotos, e-mails… pode parecer bobo, mas ajuda a suportar a saudade aqui do outro lado do oceano.
Abraços,
Bruno
Povo e comportamento
23 Novembro 2007
O DaRosa (que tb esteve de aniversário no último dia 14 – parabéns, Dieguito!) perguntou em um dos comentários sobre se o povo não é meio bitolado aqui por causa da religião. Bom, falar de religião é sempre complicado, mas vou colocar as impressões que tive até agora. Sem ofensas, se eu falar alguma besteira ou alguém discordar, os comentários estarão sempre abertos…
)
Primeiro, uma explicação: os judeus parecem se dividir em três tipos (essa divisão é por minha conta – nada oficial): os ortodoxos (referenciados a partir de agora por “hard”), que é o pessoal que segue à risca a religião, que se veste de preto, com chapéu e o cabelo típico e tal, que não faz nada no shabbat, trabalham mais em função da religião e sua comunidade, etc. Depois vêm os “medium”, que seguem, mas pero no mucho. Usam quipá (a “boininha” aquela) na cabeça, mas trabalham e tem uma vida “normal”, etc (têm vários desses na Elbit, por exemplo, nas mais variadas funções). Depois vêm os “light”, que são judeus, mas não necessariamente praticam, mais ou menos como a maioria dos católicos no Brasil. Esses não necessariamente seguem à risca os “não pode” da religião (vide explicação mais abaixo)
Segundo, tem de ser levar em conta aque Haifa a coisa parece ser mais light nesse aspecto. Para se ter uma idéia, em1 mês vimos mais ortodoxos (os “hard) no vôo de Zurich para Tel Aviv do que na rua em Haifa.
Isto posto, é bem verdade que a religião aqui está presente em todos os lugares. Mas muito mais arraigada na tradição do que na religião em si. Por exemplo, o shabbat. Teoricamente, entre o pôr-do-sol de sexta e o pôr-do-sol de sábado ninguém pode fazer nenhum trabalho. Isso inclui dirigir, sair, etc. E por causa disso todas as lojas e restaurantes kosher fecham aí pelas 3 da tarde de sexta e só reabream às 8 da noite de sábado. Mas nesse período as ruas não ficam vazias: o pessoal sai, vai à praia, passeia, etc. Ou seja, o aspecto religioso já fica meio em segundo plano, mas como há o hábito de as lojas fecharem no shabbat, elas continuam fechando.
Mas respondendo objetivamente à pergunta: sim, as coisas são muito guiadas pela religião aqui. “Bitolado” talvez seja um termo forte demais, mas exste. Para mim o exemplo maior é essa história do shabbat, que quebra ao meio o findi de todo mundo (inclusive o nosso). E é estranho ver, porque se tu vais no shopping ou no super no final da manhã de sexta ou no final da noite de sábado (lembrem que as coisas reabrem às 8 da noite e ficam até à meia-noite), está tudo atrolhado!!! As pessoas parecem desesperadas comprando, como se fosse passar 1 mês trancadas em casa. Mas enfim, cada povo com seu costume…
Abraços,
Bruno
Findi em Haifa
27 Outubro 2007
Ontem e hoje tivemos nosso primeiro findi “normal” aqui em Haifa. Normal significa depois de instalados nos apês e tal. Primeiramente, para quem não sabe ou para quem esqueci de contar, o fim-de-semana aqui é na sexta e no sábado. Amanhã (domingo), por exemplo, se trabalha normalmente aqui. E o sábado, que aqui se chama “shabbat”, é um dia santo para eles. Quem é mais religioso (ortodoxos e talvez alguns mais moderados) fica só em casa, é proibido trabalhar, dirigir, sair, etc. Mas como aqui em Haifa a coisa é mais light nesse aspecto, funciona como o domingo no Brasil. O pessoal sai para descansar, passear, etc. Só as lojas e super que não abrem. Ou melhor, abrem, mas só no sábado depois do pôr-do-sol, porque o shabbat começa no pôr-do-sol de sexta até o pôr-do-sol de sábado. Ou seja, as coisas fecham aí pelas 16h de sexta, e reabrem aí pelas 19h de sábado, ficando abertas até a meia-noite…
Bom, retomando, ontem (apesar do shabbat) fizemos um churras aqui em Haifa! Tá, para os padrões gaudérios não dava para chamar de churras, mas foi um galeto (a carne aqui é cara e tem jeito de ser ruim) numa daquelas churrasqueirinhas tipo meio-tonelzinho, que nem o Irigon tinha na cobertura dele. Depois de umas 2h tentando fazer o carvão pegar, conseguimos assar as coxinhas, que ficaram bem boas. Para acompanhar, Macabee Beer, que é a ceva chinela daqui (mas que é bem tomável até). Algumas fotos do churras vou colocar em seguida no meu repositório de fotos . Por falar nisso, dêem uma olhada de vez em quando lá que atualizarei sempre que tiverem novas fotos.
Voltando ao churras, a bagunça toda foi na casa do Ismail, nosso chefe, que fica ao lado da casa de um dos caras da empresa. Foi toda uma função, fumaceira, cantoria, até quase a meia-noite. Amanhã vamos descobrir se não causamos o despejo do chefe, hehehe.
E hoje, pela manhã foi hora de faxina na casa, limpar e arrumar as coisas. De tarde, fomos a la playa e voltei agora, tomei um banho e vou bater um rango: pita (o pão árabe aquele, fininho) com Humus (pasta de grão-de-bico) e queijo.
Abraços,
Bruno
Primeiras impressões de Haifa
23 Outubro 2007
Bom, nos primeiros dias ficamos nos arredores do hotel. Só na quinta é que pegamos os carros e fizemos a mudança para os apês onde vamos morar.
Falando por cima, o que dá para dizer de Haifa:
- O clima está quente para fim de outuno. Faz uns 28 graus durante o dia e uns 22 durante a noite. O ar é extremamente seco (nariz em frangalhos por 1 semana, agora já está mais ou menos).
- A água não chega a ser salobra, mas é bem “carregada” de minerais. Se não me engano de chama isso de “água pesada”. Na real, o cara toma banho ou lava o rosto e a pele fica meio ressecada.
- Sede, muita sede. O cara fica tomando água o dia inteiro e vai no banheiro umas 3 vezes por dia. Indispnesável andar com uma garrafa d’água sempre na mochila.
- A cidade é mais ou menos assim: tem a parte baixa (beira do mar) e vários morros. Em cima do morro é a parte alta. No morro em si não tem quase nada (exceto o ba-hai gardens, o jardim bonito que aparece nas fotos).
- O café da manhã aqui é uma coisa meio bizarra na primeira impressão. No hotel, além dos clássicos pães, bolos e frios, tem salada (pepino, tomate, alface, etc) e peixe (atum em conserva e fresco). Laticínios aqui são bem fortes também (queijos de vários tipos, iogurtes daqueles com nacos de fruta dentro, etc).
- Aquela história de que todas as placas em hebraico têm tradução para inglês embaixo não é bem assim. As principais placas de trânsito sim, mas tem várias que estão só em hebraico e fachadas e placas em geral é só em hebraico mesmo. O quadro da dor é o supermercado, onde praticamente todos os rótulos estão só em hebraico e quase ninguém fala inglês. Na rua já é mais fácil achar alguém que fale inglês. Ou seja, tem horas que eu me sinto um analfabeto aqui. Fazendo um esforço até dá para decodificar a palavra em hebraico, mas ainda falta vocabulário para saber o que significa.
Cansei de escrever. Mais notícias em breve.
Abraços,
Bruno
