Vinhos e viagens
06 Setembro 2008
Eae pessoas!
Pois é, faz muito tempo que não escrevo, estive até pensando em abandonar o blog. Mas na verdade eu estava esperando juntar algumas novidades para fazer um post, já que ultimamente a coisa anda meio rotineira por aqui, e como já disse outras vezes rotina não tem graça para niguém. Para “matar”o findi ultimamente tenho lido um pouco, visto alguns filmes, e já que Lost e Dexter ainda não recomeçaram as temporadas, resolvi superar um antigo preconceito: comecei a ver Friends. Sempre achava que não tinha graça e tal mas resolvi dar uma chance e me viciei. A história é meio bobinha, mas as tiradas e as piadas são muito boas!
Mas enfim, fato é que existem algumas coisas novas: no fim-de-semana passado fiz uma coisa totalmente diferente e inesperada em Israel: participei de uma colheita de uva e de parte do processo de fermentação do vinho. Pouca gente sabe, mas no norte de Israel há mais de 100 vinícolas, muitas delas pequenas, mas que vêm produzindo vinhos de boa qualidade. Um dos meus colegas aqui tinha o contato de uma vinícola aqui no norte que ele tinha vistado alguns meses atrás, que se chama Na’aman. Pois bem, conversando com o dono da vinícola, que é um cara tri gente boa, ineteressado e apaixonado por vinho, comentou que durante a colheita e produção ele receberia visitantes e ajudantes de bom grado. Então, como era por essa época, fizemos contato com o cara e nos tocamos para lá. Mas não foi moleza não, saídos de casa às 4h30 e às 6h da matina já estávamos colhendo uva! E o pior é que ajudamos um monte, em 3 pessoas enchemos 2 reboques de uva! E é muito engraçado pois eu nunca tinha visto as tais uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, etc. São tri pequenas, mas se tu provas, associa diretamente com o sabopr do vinho. Mas enfim, depois do trabalho pesado, do meio para o fim da tarde voltamos na vinícola para ajudar no processo em si, já que eles estavam trocando o vinho que estava fermentando há 2 semanas com as cascas e bagaços para outro tonel, desta vez só com o vinho em si. Foi bem legal acompanhar todas as etapas do processo, drenar, centrifugar, baldear, etc. Saímos de lá passado das 21h! Foi um dia cansativo mas muito legal! Agora com certeza quando eu abrir uma garrafa de vinho ela terá outro sabor, pois dá para saber a trabalheira que dá. Quem sabe no futuro vou poder abrir uma garrafa devinho e dizer: eu ajudei a fazer este aqui!!
Fora este episódio enólogo, os findis não têm sido de muito movimento, poirque na verdade está meio quente demais para andar zanzando por aí. O ruim é que agora é muito quente, e a meia-estação de Israel vai durar 1 ou 2 meses, e depois fica frio demais, então o negócio vai ser concentrar passeios ou viagens em um periodo curto de tempo.
E por falar em passeios, a grande novidade do período: agora em outubro haverá vários feriados aqui em Israel: Rosh HaShanah (ano-novo judaico), Sukkot, Yom Kippur (dia do perdão), então juntando todos estes feriados e mais uns dias de férias eu e mais 3 dos guris aqui vamos fazer um tour pelo leste europeu!!! Passagens compradas, agora estamos montando o roteiro. Vamos chegar e voltar de Praga, passando pela Cracóvia (Polônia), Bratislava (Eslováquia), Budapeste (Hungria) e Viena (Áustria). Estou contando os dias para a viagem, acho que vai ser bem legal! Só de olhar as fotos dos lugares já dá vontade de ir para o aeroporto pegar o avião!!!
Então tá pessoal, tem mais novidades no forno mas assim que as coisas forem se resolvendo eu mando notícias por aqui!
E como sempre, mandem notícias daí também! Desta forma eu fico a par do que anda acontecendo fora da “bolha” aqui.
Abraços,
Bruno
Yad Vashem (Museu do Holocausto)
19 Janeiro 2008
Shalom pessoas,
Retomando o programa de viagens, nesse findi (na sexta) fomos a Jerusalém para visitar o Yad Vashem, que é o Museu do Holocausto. Na verdade não é extamente um museu, e sim um memorial. O memorial foi reformado e aumentado há três anos, e é uma experiência incrível. Todo o prédio é cheio de simbolismos, tudo para lembrar a morte dos 3 milhões de judeus que a máquina nazista fez antes e durante a segunda guerra e principalmente para não deixar acontecer novamente, nem com eles e nem com nenhum outro povo. Claro que não dá para dizer que o museu é “legal”, mas é muito bem-elaborado e interessante, retrata bem e ajuda a compreender tudo o que aconteceu naquela época. Claro que ali a história é contada pelo lado de quem sofreu as piores consequências daquela época, mas mesmo assim, não tem nada que explique tudo o que aconteceu, é impressionante até aonde o ser humano é capaz de ir, mesmo sendo um animal “racional”. Matar simplesmente por matar, para “limpar a raça”, e em nome disso atirar em homens, mulheres, crianças (!!!) Além do museu, tem também o Jardim dos Justos, que é uma área onde existem várias árvores (a árvore aqui é um símbolo para lembrar as pessoas) plantadas, uma para cada não-judeu que ajudou judeus a escapar da “solução final” executada pelo nazismo. Inclusive dois brasileiros, um dos quais coincidentemente retradado na Istoé desta semana. Vale a pena a leitura!
Mas depois, na volta paramos em Tel-Aviv onde descobrimos que tem um parque com uma baita infra-estrutura bem na entrada da cidade. Lembra um pouco os parques de Toulouse, com bicicletas para alugar, vários gramados para piquenique, churrasqueiras, brinquedos para crianças, etc. Nos atiramos na grama e ficamos lagarteando por lá (saudades da Redenção) até o sol ir embora e depois voltamos para Haifa. Mas certo que vamos voltar lá outros findis para passar o dia, o lugar é muito legal.
No mais segue a vida aqui, apesar do frio e do ar seco. Tive que chegar ao ponto de comprar um creme e ficar passando, porque senão a pele fica toda rachada e doendo… mas c’est la vie! Hoje fiz três medalhões de picanha com a carne comprada na Operação Bassar II, ficou de chorar num cantinho! Só com sal e fritinho na frigideira com manteiga…. nâo sei como tem gente que pode ser vegetariana, aquele gostinho de mastigar a carne…. estão achando exagero? Passem 2 meses sem comer carne de verdade e venham falar comigo depois, hehehe!
Era isso, mandem notícias daí e continuem aparecendo!
Abraços,
Bruno
Museu dos Tanques e Churras
15 Dezembro 2007
Eae pessoas,
Bom, fazia um tempo que eu não dava notícias por aqui, então senta que o post vai ser meio grande…
Buenas, no findi passado ficamos por casa mesmo, até porque choveu bastante, então não dava muita vontade de sair de casa mesmo. Daí acabamos fazendo um “almoço comunitário” no clube. O menu foi Risoto (receita de família, com direito a manteiga e até queijo ralado – especiaria aqui por esses lados!). Daí terminamos a função da cozinha lá pelas 3h e abri uma ceva que eu tinha levado. Daí o pessoal foi trazendo mais ceva das suas casas, o papo foi engatando… até que acabou a ceva (isso era umas 6 da tarde). O que fizemos? Fomos comprar mais ceva, óbvio! Daí fomos ao super, renovamos o estoque e seguimos o baile, que foi quase até às 11h. Resultado: todo mundo de cara inchada no domingo-feira, hehehe. Mas foi bom, conversamos sobre os mais diversos assuntos, rimos, valeu a pena.
Durante a semana continuou o Hannukah, e comemos muito sufganiah, que é um doce clássicodo Hannuka aqui. Já tinham nos falado sobre s sufganiot (plural de sufganiah…) e tal, mas qual foi a surpresa ao ver que o tal sufganiah nada mais é do que…. um sonho!!! Idêntico ao que se acha em qualquer padaria do Brasil! Fui no super e achei até uns recheados com mu-mu, hehehe.
No mais, recomeçamos a aula de hebraico na quarta (massacre mental, mas não tem outro jeito de aprender). Na quinta jogamos futebol numa quadra muito bizarra, desnivelada e na beira de um morro, mas foi legal. Aliás, o futebol tem sido para nós mais do que mera atividade física: é quando descontamos todos os sentimentos (bons e ruins
) acumulados na semana, gritando, reclamando (especialmente), etc… Andrea Sebben estaria orgulhosa ao ver o nosso jogo, hehehe.
E nessa sexta de manhã fomos num museu de tanques mantido pelas IDF (Israeli Defence Forces). Fica no meio do caminho enntre Tel Aviv e Jerusalém, a uns 130km de Haifa. Mas valeu a pena a viagem, eles têm muitos tanques por lá. Todos que as IDF já usou mais outros capturados de inimigos e outros comprados como coleção mesmo. E é muito engraçado, porque tu vês aquilo e sabe que são todos equipamentos que estão em uso ou estiveram há bem pouco tempo atrás. Por exemplo, um tanque exposto foi capturado na guerra do Yom Kippur em 1973, transformado e reutilizado na guerra do Líbano em 1982. Isso é totalmente diferente do que se vê no Brasil, onde a última guerra de verdade foi há uns 150 anos. Bom, mas chegando lá uma “brigadiana” (como chamamos as gurias fardadas aqui…
) nos guiou pelo museu, explicando os principais tanques e tal, muito tri. As FOTOS estão nesse link.
Voltando do passeio, tirei uma sesta e tivemos churras à noite (fotos no Picasa do Leo – legendas por total responsabilidade dele), em comemoração ao aniversário do Ismail. Foi sem dúvida o melhor churras que tivemos aqui no Israel. Entrecot, coração de galinha, salada de batata e arroz branco!!! OK, nada de 1 quilo de carne por pessoa, até porque o quilo do entrecot aqui custou módicos 90 sheqalim (cerca de 45 reais). Mas deu para matar a saudade de carne, coisa mais linda aquele cheiro de graxa pingando no carvão!!! O próximo churras já está agendado para o dia 24, quando faremos o nosso Natal Israelense. E depois no ano-novo, quando a coisa vai ser pegada!! Esse aí vai entrar para a história! Já que vamos passar solitos o fim de ano aqui, que seja com uma Carlsberg na mão, hehehe. Mas falando sério, tá ficando meio foda esse clima de fim-de-ano, porque é a época que todo mundo faz churras, festa, encontros e reencontros, amigo secreto, etc, e nós aqui, longe de tudo e todos… mas no balanço final de tudo, com certeza está valendo um monte a pena toda essa odisséia aqui em Israel. Mas que dá uma saudade de vez em quando, isso dá…
Então tá pessoas, mandem notícias daí também e apareçam por aqui de vez em quando.
Abraços,
Bruno
Findi caseiro
24 Novembro 2007
Shalom pessoas,
Pois é, nesse findi acabamos ficando aqui pela volta mesmo. A semana começou a ficar puxada, tanto pelo trabalho como pelas aulas de hebraico. Daí chegamos no findi meio podres, querendo dormir e ficar mais sossegados. O programa do findi foi fazer 2 sessões de cinema no Club Apartment, que é o apartamento “de convivência” da galera. Semana passada já tínhamos visto “Planet Terror”, que é uma das partes do filme novo do Tarantino. Essa semana vimos “Godfather” I e II, uma parte na quinta à noite, outra na sexta. Ambas as partes são muito fodásticas, não é à toa que é o único filme cuja sequência ganhou oscar de melhor filme. Ainda embalados pelo espírito italiani, fizemos uma macarronada para toda a galera no club no almoço de sexta (menos o Lorenzo, que ficou fazendo cu doce…), ficou jóia também.
Mas voltando aos Israeli subjects, começamos semana passada o curso de hebraico. Estamos fazendo num instituto para acolhida de imigrantes, que oferece cursos específicos para esse tipo de público. Eles têm metodologias específicas para focar no uso diário da língua e não em uso técnico, acadêmico, etc. O negócio é entender os outros falar. Só que o curso é bem puxado, 3h, 2x por semana, depois do trabalho (das 17h30 às 20h30). Ficamos brincando que vai ser que nem o curso do BOPE no Tropa de Elite (“Os senhores chegaram aqui por suas próprias pernas”/”Ninguém os convidou”/”Declaro aberto o primeiro curso de hebraico para brasileiros: NUNCA FALARÃO”)… hehehehhe. Mas está sendo legal, já estamos progredindo, talvez em uns 2 ou 3 meses já dê para começar a enteder as pessoas na rua e ter diálogos simples, comprar frios no super, etc, o que será um grande progresso (parece bobo, mas só quem já passou por essa sensação de analfabetismo sabe do que estou falando).
Ah, falando ainda no curso, vimos a primeira cena mais “encagaçante” aqui em Israel. Mas não teve nada a ver com guerra e tal. O lugar onde fizemos o curso é bem no centrão velho de Haifa, que é um bairro que foi nobre no passado mas hoje virou meio boca-braba (é como se fosse o centro de POA, só que com as ruas com 1/4 da largura). Daí estávamos saindo do curso no quarta quando vimos uma gritaria num mercadinho que tem a uns 50m do curso. Nisso, sai o porteiro do curso e diz que estavam batendo no dono do mercado. Daí saem 4 caras encapuzados do mercadinho, entram num carro e saem à milhão. Primeiro pensamento de brasileiro: assaltaram o bolicheiro. No outro dia contamos para um cara na empresa e ele falou que provavelmente não era assalto, e sim máfia. O cara não deve ter pago a “proteção” e recebeu a visita dos “parrrrceira”. Bom, nenhum país é perfeito… mas mesmo assim, aqui dá para se sentir 203 mil vezes mais seguro do que no Brasil.
Para fechar o findi, fiz um faxinão aqui em casa. É um saco, mas depois que tu vês a casa limpa, vê que valeu a pena. Agora o negócio é terminar esse post, almoçar o resto de lentilha que fiz no findi passado (quem não tem feijão , come lentilha mesmo, fazer o quê), acompanhar o pessoal jogar um futs (ou “katrêgel”, como chamam aqui), pois me lesionei na semana passada com a chuteira nova que tinha comprado (fez uma bolha mega-gigante). Menos mal que consegui trocar a chuteira, que tinha ficado muito apertada no meu “pé de moça”, hehehe.
Então tá pessoas, apareçam por aqui, deixem notícias, mandem e-mail, etc. Já passou mais de um mês, e começa a bater saudade, nostalgia, essas coisas….. c’est la vie!
Abraços,
Bruno
1 mês abroad
19 Novembro 2007
Shalom pessoas,
Pois é, dia 16 fez um mês fora de casa. Para marcar a data, fizemos o primeiro churrasco com carne de gado do ASH Team, na sede litorânea (vulgo “casa do Ismail”). Conseguimos achar o tão falado mercado russo onde se vende carne de verdade. Tá certo que não foi picanha nem costelão, mas deu para enganar a vontade. Além da carne rolou galeto, maionese e arroz. Além da Carlsberg (está surgindo um movimento anti-Macabee no grupo) tivemos a presença do Alexander, the Great. Conseguimos achar uma vodka mais vagabunda que Valeska e Popokelvis. A ressaca de manhã foi graúda….
Bom, balanço de um mês: a cidade é legal, a Elbit é uma mãe pra nós (nos dá café, almoço, janta, academia, carro, gasolina, apê, etc, etc, etc – vide blogs do resto da gurizada), o pessoal do trabalho também têm se mostrado gente boa. Só o que está atrapalhando é o idioma. Aquela história de “todo mundo fala inglês” não é bem assim. Dentro da empresa tudo bem, a coisa rola tranquilo, mas no dia-a-dia é meio jogo duro, especialmente em supermercados e lojas,que é quando mais precisamos nos comunicar e quando menos se acha gente que fale inglês. Por exemplo, fui comprar frios ontem. Apelei para o clássico “Ani rotsê zê” (eu quero esse) e “shalosh meôt” (300 gramas). A mulher me olhou e despejou 203 mil explicações para mim. A sorte que tinha um cara atrás de mim na fila que deve ter visto minha cara perplexa, ficou com pena e traduziu para mim a explanação da mulher. Mas enfim, teoricamente isso deve começar a melhorar, pois amanhã começamos o curso de hebraico. Serão 6h/semana, talvez em uns 2 meses possamos começar a interagir mais decentemente com o resto do pessoal.
Era isso, mais notícias e fotos do churras em breve.
Abraços a todos,
Bruno
Comida – parte II
09 Novembro 2007
Shalom pessoas!
Bom, conforme prometido, voltemos ao assunto comida. Agora que está (razoavelmente) explicado o que é Kosher, vou tentar traçar como isso se reflete na comida e no dia-a-dia. Como eu havia dito, para um restaurante ser Kosher, deve passar por uma vistoria e aprovação de um Rabino, que certifica que carne (mesmo Kosher) e leite não se misturam naquele estabelecimento. Mais ainda, por exemplo o utensílio utilizado para preparar carne não pode ser o mesmo para fazer comida com leite, o que na prática faz com que restaurantes acabem se focando mais em carne ou leite e derivados.
Sobre “comida típica de Israel”, não dá para dizer qual é a comida típica daqui. Isso porque como o país é muito novo (não esqueçam que foi criado recém em 1948), e há muita imigração para cá, e quem imigra traz junto seus costumes, entre eles a comida. Portanto, aqui se encontra restaurantes de cozinha árabe, libanesa (tipo o Baalbek e o Al Nur em POA), drúsios (algo entre árabe e libanês), russo, etc. Tudo depende do bairro em que se vá. Claro que existem alguns denominadores comuns entre essas cozinhas. Pepino certamente é um deles
.
Mas enfim, tomando como exemplo prático, abaixo uma foto do que tem sido minha janta típica: pita (o “pão árabe”, ou seja, aquele pão chatinho) com Hummus (pasta de grão-de-bico) e queijo (tipo um queijo minas com uns matos que eu ainda não descobri o que é). Recheia-se a pita com Hummus e queijo ou então vai se rasgando pedaços de pita e passando no Hummus. Aliás, comer com a mão aqui é tri normal (e dá outro gosto na comida). Além do Hummus existe ainda a Tehina, que é tipo um creme de gergelim. A mistura dos dois no pão fica tri bom. Outras coisas interessantes são as frutas: além de excelentes romãs (foto abaixo), maçã verde é uma coisa tri normal aqui. A bergamota que é bem ruinzinha (só tem daquela tipo “mexerica” e é meio azeda.
Aquilo ali no pote é Hummus. Não conseguiu ler??
)
Carne aqui é jogo duríssimo. Quando falo de carne, me refiro a carne de verdade, de gado. Geralmente só congelada e Kosher, ou seja sem sangue e gordura e sem ser das partes traseiras do animal. Ou seja, nada que dê para largar no fogo. Estamos ainda na procura dos tais mercados russos, que não são Kosher e teriam carne decente. Parece que para o churras de 1 mês aqui vai rolar uma carne legal.
Mas fora isso, o pessoal come muito peixe e peru por aqui. Uma coisa bem popular é o Schnitzel, que é um pedação de peito de peru empanado, tipo aqueles empanados que tem aí no Brasil. Mas ao invés de bico e unha de gainha (ou CMS, como dizem os Eng. de Alimentos…..), é peito de peru de verdade. Geralmente os Schnitzel são temperados bem suaves, então dá para comer sem medo. A contrapartida é que é frito, então não é lá muito bom ficar comendo fritura todo santo dia…. Ah, outra coisa bem típica aqui é Falafel (um bolinho de grão de bico temperado e frito como uma almômdega) e Schwarma (outrora conhecido por mim como KEBAB), que é uma pilha de pedaços de carne temperados e assados num rolo e tirados em rebarbas na hora de servir. Ambos são comidos com pita ou com um pão bem fininho (tipo uma massa de pizza, mas da espessura de uma folha, enrolados como um charuto).
Bom, acho que era isso. À medida que eu for tendo mais descobertas culinárias, compartilharei aqui.
Abraços,
Bruno
Comida
30 Outubro 2007
Pois bem, uma coisa que segiudo me perguntam é sobre a comida aqui. Agora, depois de quase 2 semanas aqui já dá para ter um panorama mais preciso sobre o assunto.
Primeiro, é preciso explicar o que é Kosher. Kosher é a comida que os judeus podem comer. Para em restaurante ser Kosher é preciso que ele siga uma série de regras, como por exemplo não servir derivados de leite juntamente com carne. Além disso, para a carne para ser Kosher ela deve ser preparada de uma forma especial, de forma que não fique sangue na carne. Somente a carne de alguns animais pode ser Kosher, ou seja, animais ruminantes e com casco separado. Peixes, só com nadadeira e escamas. Peru e galinha estão liberados. Porco, frutos do mar, picanha mal-passada, nem pensar!! Para maiores explicações sobre Kosher, veja em http://en.wikipedia.org/wiki/Kosher.
Bom, voltando à vaca fria, quer dizer, ao post frio, toda essa explicação porque a maioria dos restaurantes aqui é Kosher. Daí vêm essas restrições. Na Elbit, há dois restaurantes: um que só serve carne e outro que só serve leite e derivados (peixe tem nos dois). Na média, a comida é melhor no de leite, mas tenho ido um pouco em cada um para dar uma variada. Quarta-feira (amanhã, por sinal) é o dia matador no refeitório, quando a comida é muito boa. Semana passada teve salmão com molho de espinafre, pizza e de sobremesa, belgian waffles com sorvete de creme e cobertura de chocolate. Um absurdo de bom!
Voltando novamente, a comida aqui no geral é meio diferente. O pessoal aqui curte muito tomate e pepino na salada, por serem vegetais com muita água, o que ajuda aqui no clima seco. Como já havia postado antes, derivados de leite em geral são muito bons aqui, seja queijo, iogurte, etc. O tempero é meio diferente: pouco sal e muita pimenta. Eu me considero bem “pimenteiro”, mas às vezes têm umas comidas que não dá para encarar!
Bom, o post ficou meio grande, vou terminar de contar no próximo!
Abraços,
Bruno
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