Jerusalém no Pessach
13 Maio 2008
Olás,
Na semana de 19 a 26 de abril foi o Pessach aqui em Israel, que é para os judeus tão importante quanto o natal é para os cristãos. O Pessach simboliza a libertação dos judeus no egito e o posterior êxodo. Hoje em dia é quando a família toda se reúne e tal, especialmente no primeiro sábado (que foi no dia 20, nesse ano), quando eles fazem o Seder, que é tipo uma ceia com toda a família, recitam orações e canções, etc. Mas toda a semana é especial para eles, de forma que Jerusalém estava tomada de gente, e o Muro das Lamentações atrolhado. Só não estava mais cheio que a Igreja do Santo Sepulcro, pois na mesma semana coincidiu a páscoa para os gregos ortodoxos (para quem não sabe, quem manda na maioria da Igreja do Santo Sepulcro sçao os gregos orotdoxos – os católicos romanos tem só uma capelinha minúscula lá dentro). Então Jerusalém estava um caos, gente por tudo que é lado, ruas trancadas, era algo! A Fer passou um sufoco para entrar na capela do Sepulcro, quase uma hora de empurra-empurra.
Mas só para fechar o assunto Pessach, durante aquela semana os judeus não podem comer nada que leve fermento, para simbolizar a saída às pressas do Egito, sem ter tempo de curar o pão. Até aí tudo bem, tradição deve ser respeitada, mas algo que me chocou foi ir no supermercado que frequento (que não é kosher) e ver todas as prateleiras com produtos que tinham fermento com um pano branco as tapando e a padaria fechada. OK, quem quisesse comprar bolacha ou cerveja poderia – até aí tudo bem, mas nos supermercados kosher, as prateleiras estavam LACRADAS e como se não bastasse na entrada dos corredores de produtos com fermento colocaram PALLETS de água mineral para impedir que alguém entrasse. Para mim foi algo como se na sexta-feira santa fechassem todos os açougues do RS. Mas enfim, só para dar um cenário do que é o Pessach aqui no Israel.
Voltando ao passeio (ufa), pus em prática todos meus conhecimentos de guia turístico (ajudado pelo Lonely Planet “emprestado” da Emi) para guiar a Fer pela cidade velha e percorrer a Via Dolorosa, as 12 estações que Cristo teria percorrido com a cruz. O que fiz de diferente em relação à minha primeira visita foi ir no Domo da Rocha, que abriga as maiores mesquitas da cidade velha, que fica logo acima do Muro das Lamentações, onde eram os antigos templos judaicos. O lugar em si é muito bonito, com um parque arborizado e tal. O Domo da Rocha em si é incrível, o prédio é muito bonito e aquela cúpula dourada é mais bonita ainda vista de perto. Mas infelizmente não nos deixaram entrar na mesquita, o acesso era exclusivo para quem ia rezar. Mas mesmo assim valeu os 50 minutos de espera na fila.
Apesar do calor infernal em Jerusalém, troteamos o dia inteiro. Saímos de lá já de tardinha, e ainda não deu tempo da Fer ver o Monte das Oliveiras. Mas conseguimos voltar lá 2 semanas depois, na volta de Massada, quando vimos o pôr-do-sol no topo do monte. Valeu a pena a espera!
Abraços,
Bruno

13 Maio 2008 às 8:49 pm
Show de bola primo!!!
Sucesso para vcs!!
14 Maio 2008 às 12:05 am
Bruno, querido quando leio o teu blog, minha cabeça dá voltas, não temos noção do que acontece fora dos nossos mundinhos!! Me emocionei vendo a foto tua e da Fer em Jerusalém, por dois motivos: ser Jerusalém e ainda por estarem juntinhos! Adoro vcs!