Istambul
14 Maio 2008
Eae pessoas,
Continuando o relato das mini-férias com a Fer, depois de Rhodes e Jerusalém, embarcamos rumo a Istambul, na Turquia. Na real o plano original era ir para o Cairo, no Egito, mas como era meio complicado ir para lá, pois só indo por sua conta e risco, depois de ver as fotos de um amigo aqui de Israel (Diego, irmão do Thiago) tirou quando foi a Istambul, comecei a gostar da idéia. Daí como achei um pacote que fechou as datas certinho, a Fer e eu decidimos ir. E de fato foi uma decisão acertada, a cidade é muito legal, riquíssima em história e atrações. FIcamos 2 dias completos lá, mas tinha coisa para ficar uns 5 dias tranquilamente!
Bom, começando que Istambul é a única cidade que fica em dois continentes: europa e ásia. A parte velha da cidade fica na europa e a outra na ásia. Separando-as, existe o estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro (ao norte) com o Mae Egeu (ao sul). Istambul é um baita cidade (entre 16 e 19 milhões de viventes), e era a antiga Constantinopla, que depois virou capital do vasto Império Turco-Otomano. Então, cultura é que não falta por lá. Basicamente, visitamos o Palácio Topkapi, antiga sede do império que hoje guarda várias exposições do tempo do império, da religião, etc. O palácio é muito grande e todo decorado com dourados e belíssimos azulejos, típico da cultura muçulmana. Em termos de museu, dos que visitei só achei o Topkapi menor que o Louvre. E tudo muito conservado, tanto o prédio, como as porcelanas usadas pelos Sultões desde o século XI e muitas jóias do império, presentes de outros governantes, etc. Fantástico, vale a pena dar uma conferida nas fotos!
No final do primeiro dia, ainda fomos visitar a Aya Sofia, uma antiga igreja bizantina construída em 540 DC (isso mesmo, século IV !!!) e foi transformada em mesquita depois do Sultão Mehmed II tomar Constantinopla e criar o Império Otomano. Depois de 1935, a mesquita foi desativada e o prédio transformado em museu. A partir daí começou a se restaurar o prédio, e foram descobertos os elementos bizantinos escondidos quando a igreja foi transformada em mesquita. Então é legal ver o contraste dos mosaicos bizantinos com os elementos de mesquita, muito massa! Pena que o domo central, de 55m de altura, estava em restauração. Mas mesmo assim a visita valeu a pena, com certeza!
Saindo dali, atravessamos uma bela praça decorada com tulipas e fomos à Blue Mosque, que é uma mesquita constrída em 1616, toda decorada com o que tinha de melhor na época. O prédio de fato é muito bonito, e funciona como mesquita até hoje. Contudo, visitantes são permitidos em determinados horários e fomos lá dar uma conferida. É bem diferente, o interior é todo acarpetado, é preciso tirar os calçados para entrar. Tem muitos azulejos e pinturas, além de lustres gigantes. No fim do dia, fomos a um salão de chá, tomar o chá turco nos copinhos característicos deles e fumar um narguile. Foi muito tri, porque fomos a um salão “dos nativos”, então tu via o pessoal saindo da faculdade e estudando, executivos de terno num “happy-hour” depois do trabalho, conversando ou lendo um jornal ou livro ou só relaxando, muito massa!!!
No segundo dia, apesar da chuva fina, fomos no Grand Bazaar, que é um grande complexo de lojas que vendem tudo que é tipo de coisa, de jóias a casacos de couro, souvenirs, instrumentos musicais, etc. Quase como um shopping center, só que muito maior e muito mais antigo. Depois fomos no Spicy (ou Egyptian) Bazaar, que só vende especiarias, doces e chás. Muito legal, quase como um mercado público, só que com muito mais coisa e mais variedade. Uma loucura ver tudo aquilo vendido a granel, fresquinho. Dá vontade de levar um pouco de tudo. Dali pegamos um trem e fomos para a parte nova da cidade, caminhar na Istiklal Caddesi, que é um calçadão tipo a Rua da Praia, só que bem maior, com várias lojas e restaurantes, e com um bondinho que liga uma ponta a outra dela. Passamos também na Nevizade, que é uma ruazinha só de restaurantes e bares. Almoçamos por ali e depois voltamos à Istiklal, onde nos refugiamos da chuva e do frio numa Starbucks. Depois, voltamos para o hotel para jantar e fazer as malas, pois já voltávamos no outro dia.
No fim, uma coisa interessante de Istambul é que apesar de ser uma cidade de maioria islâmica e ser frequente ver mulheres de véu na cabeça e ter o chamado para rezar propagado pelos alto-falantes das mesquitas em certas horas, Istambul parace ser uma cidade tri tolerante. Tu não sentes aquele ar de “estão me olhando diferente” quando tu passas na rua. Parece ser cada um na sua, com sua religião e seus costumes.
Enfim, resumindo a ópera: se tiverem a chance de ir a Istambul algum dia, não a percam. Vale muito a pena!
As fotos do passeio estão lá no meu Picasa!
Abraços,
Bruno
Jerusalém no Pessach
13 Maio 2008
Olás,
Na semana de 19 a 26 de abril foi o Pessach aqui em Israel, que é para os judeus tão importante quanto o natal é para os cristãos. O Pessach simboliza a libertação dos judeus no egito e o posterior êxodo. Hoje em dia é quando a família toda se reúne e tal, especialmente no primeiro sábado (que foi no dia 20, nesse ano), quando eles fazem o Seder, que é tipo uma ceia com toda a família, recitam orações e canções, etc. Mas toda a semana é especial para eles, de forma que Jerusalém estava tomada de gente, e o Muro das Lamentações atrolhado. Só não estava mais cheio que a Igreja do Santo Sepulcro, pois na mesma semana coincidiu a páscoa para os gregos ortodoxos (para quem não sabe, quem manda na maioria da Igreja do Santo Sepulcro sçao os gregos orotdoxos – os católicos romanos tem só uma capelinha minúscula lá dentro). Então Jerusalém estava um caos, gente por tudo que é lado, ruas trancadas, era algo! A Fer passou um sufoco para entrar na capela do Sepulcro, quase uma hora de empurra-empurra.
Mas só para fechar o assunto Pessach, durante aquela semana os judeus não podem comer nada que leve fermento, para simbolizar a saída às pressas do Egito, sem ter tempo de curar o pão. Até aí tudo bem, tradição deve ser respeitada, mas algo que me chocou foi ir no supermercado que frequento (que não é kosher) e ver todas as prateleiras com produtos que tinham fermento com um pano branco as tapando e a padaria fechada. OK, quem quisesse comprar bolacha ou cerveja poderia – até aí tudo bem, mas nos supermercados kosher, as prateleiras estavam LACRADAS e como se não bastasse na entrada dos corredores de produtos com fermento colocaram PALLETS de água mineral para impedir que alguém entrasse. Para mim foi algo como se na sexta-feira santa fechassem todos os açougues do RS. Mas enfim, só para dar um cenário do que é o Pessach aqui no Israel.
Voltando ao passeio (ufa), pus em prática todos meus conhecimentos de guia turístico (ajudado pelo Lonely Planet “emprestado” da Emi) para guiar a Fer pela cidade velha e percorrer a Via Dolorosa, as 12 estações que Cristo teria percorrido com a cruz. O que fiz de diferente em relação à minha primeira visita foi ir no Domo da Rocha, que abriga as maiores mesquitas da cidade velha, que fica logo acima do Muro das Lamentações, onde eram os antigos templos judaicos. O lugar em si é muito bonito, com um parque arborizado e tal. O Domo da Rocha em si é incrível, o prédio é muito bonito e aquela cúpula dourada é mais bonita ainda vista de perto. Mas infelizmente não nos deixaram entrar na mesquita, o acesso era exclusivo para quem ia rezar. Mas mesmo assim valeu os 50 minutos de espera na fila.
Apesar do calor infernal em Jerusalém, troteamos o dia inteiro. Saímos de lá já de tardinha, e ainda não deu tempo da Fer ver o Monte das Oliveiras. Mas conseguimos voltar lá 2 semanas depois, na volta de Massada, quando vimos o pôr-do-sol no topo do monte. Valeu a pena a espera!
Abraços,
Bruno
Rhodes
13 Maio 2008
Bom, como antecipei no post anterior, no dia 18/04 a Fer e eu nos tocamos para Rhodes (Grécia) para começar a curtir umas merecidas férias juntos (por sinal, foi a primeira vez que conseguimos tirar férias juntos). Antes de tudo, uma pequena explicação sobre Rhodes. É uma ilha grega que pertence ao conjunto de ilhas chamado Dodecanese. Como todas as ilhas daquela região, é muito rica em história, já passou na mão da Grécia antiga, do Império Romano, Bizantinos, Otomanos, Italianos e Turcos até fazer parte da República Grega a partir de 1948. Em Rhodes que se diz ter existido o Colosso de Rhodes, uma das sete antigas maravilhas do mundo, que era uma estátua de bronze de 30m, construído em homenagem à resistência da ilha a uma invasão. Nós ficamos na cidade de Rhodes, que é a maior, mas a ilha em si tem outras cidades e praias, das quais visitamos mais duas.
Comprei um pacote aqui por Israel mesmo, com vôo charter e hospedagem inclusos. A companhia que fez o vöo foi a Arkia, voamos num 757-200 incrivelmente lotado. O hotel que ficamos era o Mediterranean, bem novo e muito bom, na beirinha da praia. Até “vista” para o mar tínhamos da nossa sacada (tudo bem que era só uma nesga de vista entre os prédios, mas tá valendo
). Chegamos por lá no final do dia, daí só pudemos dar uma volta de reconhecimento perto do hotel, e vimos que a água estava gelada. No outro dia, fomos cedinho para a cidade medieval de Rhodes, a maior cidade medieval habitada da Europa. Ela é toda murada e com alguns portões de acesso. Logo numa das entradas tem a Avenida dos Cavaleiros, que era onde moravam os cavaleiros que defendiam a cidade. Ali tem uma casa para cada nacionalidade de cavaleiros, e no topo do morro o Castelo do Grand Master, algo como o Cavaleiro Chefe. Mas infelizmente o castelo estava fechado para restauração, de forma que só pudemos olhar por fora. E de fato é legal ver as pessoas morando naquelas ruas estreitas, portas baixas, muito diferente. A cidade medieval é bem grandinha e bem conservada, com muitos restaurantes, etc. Tem uma rua de souvenirs e uma praça que é a mais movimentada, e tem partes mais residenciais, onde dá para ficar caminhando com calma. O povo grego se mostrou muito educado e atencioso, todo mundo falava inglês e não passamos por nenhum aperto.
No segundo dia fomos para Farikali, uma praia mais ao sul. Não tinha muito movimento por lá porque era abril, fora da temporada ainda. Mas em Julho e Agosto a ilha inteira tem muito movimento, porque muitos ingleses e alemães fogem do clima murrinha deles para ir pegar sol e praia em Rhodes. Já no terceiro dia fomos para Lindos, que era a cidade principal da ilha mais antigamente. Lindos é uma daquelas cidades gregas clássicas, na encosta do morro, com casinhas brancas e ruas estreitas. Além disso, tinha duas praias na baía que se forma ali, com um mar azul de fazer inveja. Foi muito legal mesmo, só o ponto ruim foi que erramos a programação e fomos no dia que a Acrópole de Lindos, que fica bem em cima do morro, estava fechada. Perdemos de ver as ruínas da Acrópole, mas a cidade por si só já valeu a pena. No final do dia, tomamos coragem e entramos no mar, na praia em frente ao hotel. Estava frio mesmo, mas valeu a pena. Era impossível resistir àquele marzão azul.
No quarto dia, já era hora de ir embora, daí tomamos café e fomos para o aeroporto. Mas valeu muito a pena, a ilha é muito linda! Fotos de todos os passeios estão no meu Picasa.
Abraços,
Bruno
Cruzeiro no Chipre
12 Maio 2008
Eae pessoas,
Começando a colocar em dia os assuntos, em 11 e 12 de abril fizemos um cruzeiro de gurizada para o Chipre. Uma das maiores empresas de turismo marítimos é aqui em Haifa e como era a abertura da temporada de cruzeiros, pegamos um precinho camarada e fechamos 2 cabines, com 4 viventes em cada uma. A expectativa era grande, todas as refeições inclusas, piscina e festa a bordo, etc. Mas no fim não foi aquilo tudo. Descobrimos que viajar com os nativos não é das experiências mais agradáveis do mundo, visto que FILA não é um conceito muito divulgado por aqui
. E tinha um povo meio estranho no navio, era meio que uma rafuagem mesmo, tipo excursão em ônibus escolar para Tramandaí em bate-volta. Mas enfim, se o cruzeiro não ajudou, pelo menos o Chipre é um lugar bem direitinho. Recém entrou na União Européia, e tem uma influência grega muito forte. Na real a ilha é dividida, pois a parte norte foi invadida pela Turquia , e eles estão em litígio até hoje. Bom, mas fato é que atracamos em Larnaca, no Chipre grego, passamos o dia lá, visitamos o centro da cidade, foi jóia. Além disso, foi legal o fato de descobrir como é legal dormir em barco, aquele balancinho de leve funciona como se fosse alguém te “ninando”, hehehhe.
Enfim, resumo da ópera: foi legal para espairecer e conhecer o Chipre, mas eu não faria de novo. No picasa do Leo tem algumas fotos e no meu tem mais algumas também.
Abraços,
Bruno
