Colinas do Golan

24 Fevereiro 2008

Shalom pessoas,

Após “investir” o findi passado no mais completo ócio, no último findi resolvemos sacudir a poeira e dar uma banda pelo Israel. Nosso destino foi as Colinas do Golan, ex-território sírio anexado por Israel na Guerra dos 6 dias em 1967. Até hoje não é bem reconhecido como território israelense e pode a qualquer momento ser devolvido (em parte ou totalmente) à Síria em algum acordo de paz. Mas enfim, é uma área de maior altitude, não muito densamente populada, e como agora é fim de inverno e das chuvas, a paisagem é de coxilhas verdes, o que faz lembrar muito da campanha, especialmente lá do Irapuá e da parte mais rochosa, na serra de Santaninha. Deu uma saudade bárbara do pago, o Lorenzo que o diga (até se perdeu no mapa por ficar olhando a paisagem).

Mas nosso destino na real foi o Forte Nimrod, que foi construído pelos muçulmanos entre 1200 e 1300, para guarnecer a estrada que leva de Damasco, na Síria, até Jerusalém contra as investidas dos cruzados. O forte fica perto do monte Hermon, onde tem a estação de esqui Israelense, então fica numa região muito alta, com uma baita vista de todo o Golan e da Galiléia. Pena que tinha um pouco de neblina e não deu para enxergar muito longe. Mas o forte é muito legal, está bem conservado, à exceção de algumas pedras fora do lugar por causa de um terremoto recente. Depois do forte, passamos por uma vila de drúsios e depois fomos costeando a fronteira com a Síria (na verdade com uma zona de buffer controlada pela ONU, porque Israel e Síria não fazem fronteira direta por serem países inimigos) até uma mesquita do tempo dos sírios. É muito louco, porque a mesquita está em ruínas e picada à bala. Fora que um bom pedaço da estrada tem cercas ao lado e placas de “Não entre! Campo minado” e bunkers por toda a parte. Mas foi muito legal, valeu a pena o passeio! Ah, antes do forte ainda passamos em uma vinícola, muito legal também, fizemos um tour guiado e com degustação, foi jóia ver o cara explicando (era o próprio enólogo da vinícola), a paixão dele pelo vinho e pelo trabalho dele. Foi interessante também porque o cara esse era ortodoxo e eu tinha uma certa “rotulação” de que todos os ortodoxos eram meio “bitolados”, que só queriam saber de religião e etc, mas o cara era um expert em vinhos, foi interessante o “choque” entre o que se via e o que se ouvia dele. Foi uma surpresa positiva, sem dúvida!

As fotos do passeio estão aqui.

No mais, saudades daí, especialmente hoje, quando o Vicente, meu mano (extra-oficialment conhecido por “Xiruzinho”) está fazendo seu primeiro aniversário! E está tendo uma festança lá em Curitibanos, toda a galera foi para lá, até a Fer foi lá prestigiar e me representar! É brabo, às vezes bate uma saudade brutal, ver o guri cada dia maior e mais esperto no Skype e eu aqui longe… tanto dele como de todos aí. Mas vamos lá, “ob-la-di-ob-la-da, life goes on…”, ou ainda “There will be an answer, let it be”, como diriam John, Paul, George e Ringo.

Abraços,
Bruno

5 Respostas a “Colinas do Golan”

  1. Michel Diz:

    Faaaala xiru missioneiro, bota pra quebrar primo, boa sorte!
    Abraço

  2. Adriano Diz:

    Grande Bruno Cozer!
    Um abraço do esquerdoso que te acompanhas por aqui.

    Segura essa saudade dos pampas, senta o pé na macega e segue adiante.

    Até!

  3. Cassio Diz:

    Eu adicionaria:
    “Always look at the bright side of life…”

  4. Binho Diz:

    E dae Brunão, massa o forte e as paisagens. Braço! Se “pechamo” no msn qualquer dia desses

  5. Neusa Diz:

    Bruno,

    Parabens, adorei as fotos do forte e do golan,
    matei a saudades dos lugares que vc foi, pois não tive a oportunidade de tirar fotos tao legais.

    Neusa


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