Comida
30 Outubro 2007
Pois bem, uma coisa que segiudo me perguntam é sobre a comida aqui. Agora, depois de quase 2 semanas aqui já dá para ter um panorama mais preciso sobre o assunto.
Primeiro, é preciso explicar o que é Kosher. Kosher é a comida que os judeus podem comer. Para em restaurante ser Kosher é preciso que ele siga uma série de regras, como por exemplo não servir derivados de leite juntamente com carne. Além disso, para a carne para ser Kosher ela deve ser preparada de uma forma especial, de forma que não fique sangue na carne. Somente a carne de alguns animais pode ser Kosher, ou seja, animais ruminantes e com casco separado. Peixes, só com nadadeira e escamas. Peru e galinha estão liberados. Porco, frutos do mar, picanha mal-passada, nem pensar!! Para maiores explicações sobre Kosher, veja em http://en.wikipedia.org/wiki/Kosher.
Bom, voltando à vaca fria, quer dizer, ao post frio, toda essa explicação porque a maioria dos restaurantes aqui é Kosher. Daí vêm essas restrições. Na Elbit, há dois restaurantes: um que só serve carne e outro que só serve leite e derivados (peixe tem nos dois). Na média, a comida é melhor no de leite, mas tenho ido um pouco em cada um para dar uma variada. Quarta-feira (amanhã, por sinal) é o dia matador no refeitório, quando a comida é muito boa. Semana passada teve salmão com molho de espinafre, pizza e de sobremesa, belgian waffles com sorvete de creme e cobertura de chocolate. Um absurdo de bom!
Voltando novamente, a comida aqui no geral é meio diferente. O pessoal aqui curte muito tomate e pepino na salada, por serem vegetais com muita água, o que ajuda aqui no clima seco. Como já havia postado antes, derivados de leite em geral são muito bons aqui, seja queijo, iogurte, etc. O tempero é meio diferente: pouco sal e muita pimenta. Eu me considero bem “pimenteiro”, mas às vezes têm umas comidas que não dá para encarar!
Bom, o post ficou meio grande, vou terminar de contar no próximo!
Abraços,
Bruno
P.S.: Não hesitem em deixar seus comentários, é só clicar no link que aparece ali embaixo, onde diz “X comentários” !!
Findi em Haifa
27 Outubro 2007
Ontem e hoje tivemos nosso primeiro findi “normal” aqui em Haifa. Normal significa depois de instalados nos apês e tal. Primeiramente, para quem não sabe ou para quem esqueci de contar, o fim-de-semana aqui é na sexta e no sábado. Amanhã (domingo), por exemplo, se trabalha normalmente aqui. E o sábado, que aqui se chama “shabbat”, é um dia santo para eles. Quem é mais religioso (ortodoxos e talvez alguns mais moderados) fica só em casa, é proibido trabalhar, dirigir, sair, etc. Mas como aqui em Haifa a coisa é mais light nesse aspecto, funciona como o domingo no Brasil. O pessoal sai para descansar, passear, etc. Só as lojas e super que não abrem. Ou melhor, abrem, mas só no sábado depois do pôr-do-sol, porque o shabbat começa no pôr-do-sol de sexta até o pôr-do-sol de sábado. Ou seja, as coisas fecham aí pelas 16h de sexta, e reabrem aí pelas 19h de sábado, ficando abertas até a meia-noite…
Bom, retomando, ontem (apesar do shabbat) fizemos um churras aqui em Haifa! Tá, para os padrões gaudérios não dava para chamar de churras, mas foi um galeto (a carne aqui é cara e tem jeito de ser ruim) numa daquelas churrasqueirinhas tipo meio-tonelzinho, que nem o Irigon tinha na cobertura dele. Depois de umas 2h tentando fazer o carvão pegar, conseguimos assar as coxinhas, que ficaram bem boas. Para acompanhar, Macabee Beer, que é a ceva chinela daqui (mas que é bem tomável até). Algumas fotos do churras vou colocar em seguida no meu repositório de fotos . Por falar nisso, dêem uma olhada de vez em quando lá que atualizarei sempre que tiverem novas fotos.
Voltando ao churras, a bagunça toda foi na casa do Ismail, nosso chefe, que fica ao lado da casa de um dos caras da empresa. Foi toda uma função, fumaceira, cantoria, até quase a meia-noite. Amanhã vamos descobrir se não causamos o despejo do chefe, hehehe.
E hoje, pela manhã foi hora de faxina na casa, limpar e arrumar as coisas. De tarde, fomos a la playa e voltei agora, tomei um banho e vou bater um rango: pita (o pão árabe aquele, fininho) com Humus (pasta de grão-de-bico) e queijo.
Abraços,
Bruno
Israelian way of driving
27 Outubro 2007
Um capítulo à parte aqui é o modo de dirigir do pessoal daqui. Sério, eles são muito facões. TODOS os carros têm ao menos uma arranhada ou uma encostada. Gente dando e levando fechada é a coisa mais normal do mundo. O pessoal dá o pisca, mas toca o carro por cima e no máximo faz o sinalzinho de “rêga”, que é tipo fechar a mão como se estivesse dizendo que está um lugar está cheio, e balançar a mão. Isso quer dizer “um momento”, “peraí”.
Some-se a isso que a cidade é tri montanhosa, cheio de subidas, descidas e curvas. Mas apesar disso, não vimos nenhum acidente (ainda, pelo menos). O santo deles que é forte mesmo (hehehe).
Primeiras impressões de Haifa
23 Outubro 2007
Bom, nos primeiros dias ficamos nos arredores do hotel. Só na quinta é que pegamos os carros e fizemos a mudança para os apês onde vamos morar.
Falando por cima, o que dá para dizer de Haifa:
- O clima está quente para fim de outuno. Faz uns 28 graus durante o dia e uns 22 durante a noite. O ar é extremamente seco (nariz em frangalhos por 1 semana, agora já está mais ou menos).
- A água não chega a ser salobra, mas é bem “carregada” de minerais. Se não me engano de chama isso de “água pesada”. Na real, o cara toma banho ou lava o rosto e a pele fica meio ressecada.
- Sede, muita sede. O cara fica tomando água o dia inteiro e vai no banheiro umas 3 vezes por dia. Indispnesável andar com uma garrafa d’água sempre na mochila.
- A cidade é mais ou menos assim: tem a parte baixa (beira do mar) e vários morros. Em cima do morro é a parte alta. No morro em si não tem quase nada (exceto o ba-hai gardens, o jardim bonito que aparece nas fotos).
- O café da manhã aqui é uma coisa meio bizarra na primeira impressão. No hotel, além dos clássicos pães, bolos e frios, tem salada (pepino, tomate, alface, etc) e peixe (atum em conserva e fresco). Laticínios aqui são bem fortes também (queijos de vários tipos, iogurtes daqueles com nacos de fruta dentro, etc).
- Aquela história de que todas as placas em hebraico têm tradução para inglês embaixo não é bem assim. As principais placas de trânsito sim, mas tem várias que estão só em hebraico e fachadas e placas em geral é só em hebraico mesmo. O quadro da dor é o supermercado, onde praticamente todos os rótulos estão só em hebraico e quase ninguém fala inglês. Na rua já é mais fácil achar alguém que fale inglês. Ou seja, tem horas que eu me sinto um analfabeto aqui. Fazendo um esforço até dá para decodificar a palavra em hebraico, mas ainda falta vocabulário para saber o que significa.
Cansei de escrever. Mais notícias em breve.
Abraços,
Bruno
Fim da viagem
23 Outubro 2007
OK, depois de tanta demora para postar chega de bla-bla-bla de aviões. Para resumir o último vôo (ZCH-TLV) foi uma merda porque o ar na parte em que estávamos estava quente pra cacete. Chegamos em Haifa por volta das 02h30 (hora local) de terça e fomos recepcionados por um serviço contratado que nos levou para os guichês de imigração. Tudo corria bem, até que invocaram com o nome de um dos nossos colegas, que é um nome comum entre muçulmanos. Daí levaram ele para ser entrevistado em particular. No fim correu tudo bem, só acabamos saindo de Tel Aviv às 05h30. Chegamos em Haifa quase 7 da manhã, tomamos café da manhã e subimos para um merecido sono, após 46 horas de viagem!!!
Viagem II – GRU-ZCH
19 Outubro 2007
Chegando em GRU, pegamos as malas (exceto quem teve a mala “adiada”) e… surpresa! O check-in da Swiss só abria às 14h40. Entõa, restou-nos montar um “QG”, formar uma barricada com as malas e acampar perto do balcão. Ficamos vendo um pouco de House (muito bom seriado, por sinal), outros viram um filme (no notebook, porque cinema em Aeroporto só em POA mesmo) ou jogaram xadrez. Após um inevitável Nº1 no McLixo (única “refeição” não-extorsiva em GRU), e 1h de fila no check-in da Swiss, finalmente despachamos as malas!!! O vôo em si foi tranquilo, era um A340-300 com sistema individual de entretenimento. As poltronas eram razoáveis (a KLM tem mais espaço), o serviço era mais-ou-menos (sem snacks liberados e sorvetinho na madruga
. Chegamos bem, com destaque para a câmera que tinha no nariz do avião e permitiu-nos ver a decolagem com visão de piloto!
Quem diria…
09 Outubro 2007
Olás pessoas,
Bom, quem diria que um dia eu criaria um blog. Bom, mas com essa ida para Israel, comecei a me dar conta que seria inviável ficar mandando diversos e-mails a todo mundo que eu prometi mandar notícias. Então, já que blogs evoluíram tanto nos últimos anos, estou vendo que é menos chato do que eu pensava.
Enfim, esta será a central de notícias minhas para todas as pessoas que queiram saber como andam as coisas. Sintam-se à vontade para postar comentários ou mandar e-mail para comentários que julgarem mais particulares.
Grande abraço a todos,
Bruno