Cairo
27 Fevereiro 2009
Eae pessoas,
Após muito tempo sem escrever, mas algumas novidades. A Fernanda veio me visitar novamente e passou 20 dias aqui. Nas duas primeiras semanas os pais dela vieram junto e fizeram um turismo intensivo em Israel, hehe. Depois, a Fer e eu, acompanhados de mais dois amigos, fizemos uma viagem no modo Gauchão, patrocinada pela FUNAI, mas que no final das contas foi legal: fomos para o Cairo, no Egito, por via terrestre.
Isso implica em fazer 500km (atravessar Israel) de Haifa a Eilat de carro para então cruzar a fronteira e pegar um ônibus de Taba ao Cairo (7h de viagem). Lá, ficamos em um Hostel e fizemos nossa programação por nós mesmos, graças ao Lonely Planet do Pacheco. Foi muito legal mas um tanto cansativo.
O Egito (Cairo, pelo menos) é um país que foi berço de uma civilização incrível, mas que hoje em dia não tem muito a ver com os tempos de glória dos faraós. Cairo é uma cidade enorme (20 milhões de habitantes), movimentada, poluída e… árabe. Muito árabe. Para quem não entende o que eu digo, é um choque de cultura muito grande. Para quem está acostumado ao modo de vida ocidental, é muito diferente. Mulheres na rua sem lenço, só as turistas, e várias de burca na rua, chegando até a ter uma redinha nos olhos para tapar melhor. Não que eu tenha algo contra o islamismo, acho que todas as religiões têm de ser respeitadas, mas é muito diferente do que estamos acostumados. Fora que os homens de lá olham para as mulheres como o Coiote olha para o Papa-léguas, como um pedaço de bife. A lenda de oferecer camelos pelas mulheres não é tão lenda assim, hehehe.
Bom, mas noves fora isso, o país tem coisas maravilhosas para se ver: as pirâmides (só indo lá para ter a noção do que é), todos os tesouros do Egyptian Museum, e pensar que tudo aquilo é de 5000, 6000 anos atrás… muito louco!
As fotos estão em http://picasaweb.google.com.br/bruno.cozer/20090213Cairo#
Abraços,
Bruno
Tambores de Guerra
10 Janeiro 2009
Olas,
Primeiramente, duas pequenas notas: cheguei bem do Brasil (foram 15 excelentes e corridos dias) e eu estou bem aqui, apesar do pau estar comendo em Gaza. E é exatamente sobre isso que vou escrever abaixo.
Estando há mais de um ano aqui em Israel, já é possível ter uma noção um pouco mais aprofundada da situação aqui e do porquê de certas coisas acontecerem de certa forma. Antes de vir para cá, quando eu via noticiários sobre o conflito no Oriente Médio com imagens de palestinos atirando pedras e Israel mandando mísseis eu também pensava “que falta de noção, que barbaridade, etc”. Mas isso é uma meia-verdade. Desgraçada, mas é. E como desgraça sempre vende bem no jornal, é só o que passa nas manchetes, tanto no Brasil como no resto do mundo.
Todo mundo está acompanhando (fiquei supreso da Globo dar quase 1/3 do JN só sobre a guerra semana passada) o conflito e a palavra que mais se ouve é “assimétrico” e “desproporcional”, “massacre”, etc. Pois bem, pode parecer uma total falta de noção a reação de Israel, mas é preciso conhecer o que vem se passando há mais de ano no sul de Israel e o modus operandi do Hamas para entender um pouco melhor o conflito.
Desde que o Hamas tomou o controle da Faixa com um golpe em 2006 (matando ou expulsando seus “irmãos” palestinos do Fatah – o que estão aproveitando para fazer novamente, mas agora ninguém dá bola), eles vem atacando a população civil das cidades ao redor de Gaza com foguetes artesanais cuja construção é feita com material desviado (fertilizantes) da ajuda humanitária que Gaza recebe. Tais foguetes já mataram várias pessoas (38 em 2008, se não me engano e 8 desde o começo desta guerra), todos civis, já acontecendo de caírem em universidades e até em jardins de infância (os 3 foguetes disparados do norte semana passada caíram em um Asilo, não morrendo nenhum idoso só porque estavam todos tomando café no refeitório na hora do ataque). O Hamas é um grupo terrorista e assim age, sem respeito à convenções de Genebra ou quaisquer outras, como argumentam agora os mediadores querem arranjar um cessar-fogo. O Hamas é uma organização TERRORISTA que faz de refém e usa a população da Faixa de Gaza. Como?
Isso explica porque morrem tantos civis nos ataques israelenses. Primeiro, porque Gaza é densamente povoada e além disso, o Hamas instala seus quartéis e depósitos de munição propositalmente em meio a residências, hospitais, mesquitas (vide esta matéria – em inglês). Os milicianos invadem casas ameaçando as famílias para usar as casas como base de lançamento de Qassams, para que Israel retalie o ponto de lançamento, destrua uma casa de família e culpe Israel por bombardear civis inocentes. Os milicianos não usam nenhum tipo de uniforme, assim quando são atingidos, podem passar por vítimas civis. E por aí vai. É o que se chama de guerra assimétrica, que tende a se tornar cada vez mais comum (vide Iraque, Afeganistão, Vietnã e porque não as favelas de um certo país tropical – façam um pequeno paralelo com o tráfico e substitua um estado falido por um estado que esteja disposto a proteger seus cidadãos).
Então Israel é “santo” e está fazendo o bem pela paz mundial? Nem tanto. Há muitos interesses secundários e/ou escusos nesse conflito e muita gente tirando proveito deles. O governo daqui procurando se fortalecer para as eleições de fevereiro com um conflito que unifique o país e mostre que eles “tomaram uma providência”, a OPEP querendo que o petróleo suba, a França querendo se projetar como mediadora mundial frente à latência da transição do poder nos EUA (Bush diz que essa p**a não é mais dele, Obama não quer/pode se meter antes do tempo), etc.
Bom, a idéia era mostrar que as coisas não são bem assim e que aí no Brasil chega muita informação pela metade. Recomendo a leitura da matéria de capa da Veja desta semana (está razoavelmente bem explicada) e este bom artigo de um portal daqui (em inglês). Se eu estiver inspirado para a escrita e o jet lag permitir, posto mais coisas no decorrer da semana.
Abraços,
Bruno
Update: dêem (deem)ma olhada nestes dois vídeos, de como o Hamas opera e de como é a vida de quem mora no Sul de Israel nos últimos 8 anos…
http://www.youtube.com/watch?v=J08GqXMr3YE&feature=related
Novidades, novidades
25 Setembro 2008
Eae pessoas,
Aqui estou novamente, porque tenho algumas novidades, agora de forma oficial.
A primeira, acho que a maioria já sabia ou desconfiava, mas agora é ato. A minha estadia aqui no Israel foi prolongada até junho de 2009. O projeto em que estou trabalhando atrasou um pouco, e para não ficar com a formação pela metade, vou ficar mais esse tempo. Vai ser difícil ter que ficar mais tempo longe de casa e de todos, mas acho que vai ser para o bem. Junto com esta notícia, vem outra que é a confirmação que vou passar o fim de ano aí no Brasil. Devo aparecer por volta do dia 18 de dezembro e retornar para Israel logo depois do ano novo. Vai ser uma “visita de médico”, eu sei, mas espero conseguir rever e matar um pouco a saudade de todos que fazem tanta falta aqui no dia-a-dia. Então, já sabem: vão reservando um espacinho na agenda no meio da correria das festas de fim-de-ano que eu estou chegando!!!! Assim que eu tiver as datas certinhas avisarei a todos.
Bom, mas falando em ano novo, semana que vem é o ano novo aqui! Hehe, não é loucura minha, é que o calendário judaico é diferente do gregoriano usado no resto do mundo, por ser lunar e ter uma contagem de dias, anos e meses diferente. Apeesar de ninguém o seguir estritamente, todos os feriados são comemorados de acordo com ele, por isso variam em relação ao calendário normal. Entraremos no ano judaico 5769 (!) no próximo dia 30 de setembro. Aqui, eles chamam a virada do ano de Rosh Hashaná, ou seja, “cabeça do ano”. Pelo que descobri não há nenhuma festa especial como se costuma fazer, é uma celebração mais familiar, o pessoal janta com a familia com alguns pratos típicos, como maçã com mel (para ter um ano doce), cabeça de peixe (para ser o primeiro e não o último – mas não pretendo experimentar esse
), etc.
A viagem ao Leste Europeu está confirmada também – já compramos os passes de trem e reservamos os albergues. Sairemos daqui no dia 08/OUT e retornamos no dia 22/OUT. E logo em seguida disso, a empresa aqui de Israel está levando todos os funcionários para um cruzeiro no Mediterrâneo, passando pelo Chipre e indo até a Grécia. Nós também fomos convidados e iremos passar 4 dias navegando pelos maaaaaaares do mundoooo), acho que vai ser legal também.
Finalmente, respondendo aos comentários do Cássio e do João sobre a aventura enóloga do post anterior, ganhamos sim não uma, mas duas garrafas da vinícola: um rosé (Pink Floyd) e um tinto com corte Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc (Deep Purple). O rosé era bem bonzinho (não sou muito de rosé), e o tinto era excelente! O mais engraçado foi abrir a garrafa do tinto e sentir EXATAMENTE o mesmo cheiro que sentíamos durante o processo na vinícola. Era fechar os olhos e estávamos lá novamente. Muito massa!
Update: a foto do que sobrou do vinho (a garrafa vazia):
Então era isso gente, sei que são muitas novidades empacotadas mas não vo mentir para vocês: o próximo post acho que só depois da viagem para contar como foi o Leste Europeu (e com muitas fotos, óbvio!)
Abraços e mandem novidades daí tambem!
Shaná Tová! (transliteração de שנה טובה - ”Feliz Ano Novo”, em hebraico),
Bruno
Vinhos e viagens
06 Setembro 2008
Eae pessoas!
Pois é, faz muito tempo que não escrevo, estive até pensando em abandonar o blog. Mas na verdade eu estava esperando juntar algumas novidades para fazer um post, já que ultimamente a coisa anda meio rotineira por aqui, e como já disse outras vezes rotina não tem graça para niguém. Para “matar”o findi ultimamente tenho lido um pouco, visto alguns filmes, e já que Lost e Dexter ainda não recomeçaram as temporadas, resolvi superar um antigo preconceito: comecei a ver Friends. Sempre achava que não tinha graça e tal mas resolvi dar uma chance e me viciei. A história é meio bobinha, mas as tiradas e as piadas são muito boas!
Mas enfim, fato é que existem algumas coisas novas: no fim-de-semana passado fiz uma coisa totalmente diferente e inesperada em Israel: participei de uma colheita de uva e de parte do processo de fermentação do vinho. Pouca gente sabe, mas no norte de Israel há mais de 100 vinícolas, muitas delas pequenas, mas que vêm produzindo vinhos de boa qualidade. Um dos meus colegas aqui tinha o contato de uma vinícola aqui no norte que ele tinha vistado alguns meses atrás, que se chama Na’aman. Pois bem, conversando com o dono da vinícola, que é um cara tri gente boa, ineteressado e apaixonado por vinho, comentou que durante a colheita e produção ele receberia visitantes e ajudantes de bom grado. Então, como era por essa época, fizemos contato com o cara e nos tocamos para lá. Mas não foi moleza não, saídos de casa às 4h30 e às 6h da matina já estávamos colhendo uva! E o pior é que ajudamos um monte, em 3 pessoas enchemos 2 reboques de uva! E é muito engraçado pois eu nunca tinha visto as tais uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, etc. São tri pequenas, mas se tu provas, associa diretamente com o sabopr do vinho. Mas enfim, depois do trabalho pesado, do meio para o fim da tarde voltamos na vinícola para ajudar no processo em si, já que eles estavam trocando o vinho que estava fermentando há 2 semanas com as cascas e bagaços para outro tonel, desta vez só com o vinho em si. Foi bem legal acompanhar todas as etapas do processo, drenar, centrifugar, baldear, etc. Saímos de lá passado das 21h! Foi um dia cansativo mas muito legal! Agora com certeza quando eu abrir uma garrafa de vinho ela terá outro sabor, pois dá para saber a trabalheira que dá. Quem sabe no futuro vou poder abrir uma garrafa devinho e dizer: eu ajudei a fazer este aqui!!
Fora este episódio enólogo, os findis não têm sido de muito movimento, poirque na verdade está meio quente demais para andar zanzando por aí. O ruim é que agora é muito quente, e a meia-estação de Israel vai durar 1 ou 2 meses, e depois fica frio demais, então o negócio vai ser concentrar passeios ou viagens em um periodo curto de tempo.
E por falar em passeios, a grande novidade do período: agora em outubro haverá vários feriados aqui em Israel: Rosh HaShanah (ano-novo judaico), Sukkot, Yom Kippur (dia do perdão), então juntando todos estes feriados e mais uns dias de férias eu e mais 3 dos guris aqui vamos fazer um tour pelo leste europeu!!! Passagens compradas, agora estamos montando o roteiro. Vamos chegar e voltar de Praga, passando pela Cracóvia (Polônia), Bratislava (Eslováquia), Budapeste (Hungria) e Viena (Áustria). Estou contando os dias para a viagem, acho que vai ser bem legal! Só de olhar as fotos dos lugares já dá vontade de ir para o aeroporto pegar o avião!!!
Então tá pessoal, tem mais novidades no forno mas assim que as coisas forem se resolvendo eu mando notícias por aqui!
E como sempre, mandem notícias daí também! Desta forma eu fico a par do que anda acontecendo fora da “bolha” aqui.
Abraços,
Bruno
Notícias do lado daqui
25 Julho 2008
Eae pessoas,
Pois é, depois de um longo silêncio, volto á ativa para mandar umas notícias daqui e lembrar que não sumi e um dia (espero) voltarei, hehehe.
A coisa por aqui, como disse nos posts anteriores, anda meio na mesma, a rotina meio que se estabeleceu: trabalho-casa-trabalho, com pequenas variações como supermercado ou natação (tenho tentado fazer 2x por semana). Os findis são dedicados a alguma viagem ou ao ócio puro e simples mesmo.
Alguns findis atrás fui no Monte Hermon, que é a estação de esqui Israelense que fica nas Colinas do Golan, na divisa com a Síria. Claro que não tinha neve por lá agora, mas foi bem agradável porque não estava fazendo o calor infernal (e úmido – acreditem) que tem feito aqui em Haifa. Fomos até lá, subimos de teleférico até a parte mais alta e fizemos um piquenique por lá. Estava quase me esquecendo como era passar frio (porque chuva já não me lembro mais como é, hehehe). Algumas fotos estão no Picasa do Pacheco e no meu Picasa também.
Já no findi passado fui a Eilat de novo, já que alguns dos guris estavam na pilha de ir. Fui e foi legal, deu para pegar uma prainha e mergulhar de novo. Dessa vez o Bidi e eu alugamos o equipamento e acertamos com uma instrutora. Ela nos levou na Moses Rock, que é uma rocha que fica dentro de um parque natural. Doi muito legal, a rocha é enorme, com muitos peixes em volta. Teve uma hora em que olhamos e parecia rocha, mas quando as bolhas de ar atingiram a rocha, deu para ver que eram peixes mimetizados, daí eles abriram e voltaram à sua posição original. Muito show! No total deu uns 40 minutos de mergulho, fiquei mais pilhado ainda. Acho que vou acabar fazendo o curso avançado ou mais alguns mergulhos avulsos por aqui, já que descobrimos que aqui por perto tem uma escola de mergulho. Não é tão bonito de se ver embaixo d’água quanto o Mar Vermelho, mas já dá para o gasto. Para quem duvidou das minhas histórias mergulhísticas, aí vai a prova, hehehe. O resto das fotos está aqui.
Aliás, uma peculiaridade sobre ir a Eilat. É muito engraçado, porque os Israelis ficam apavorados como somos capazes de ir a Eilat e voltar em um findi…. de carro! Dizem que é muito longe, um horror, atravessar o país (lembre-se: 450km). Tanto que o pessoal de Haifa ou mesmo Tel Aviv vai de AVIÃO para Eilat, e tratam como se fosse uma viagem quase para outro país. É muito louco, só estando aqui para ter a real noção de quão pequeno é Israel (e se sair mesmo o estado palestino e entregarem o Golan de volta para a Síaria, ficará menor ainda). Esses dias também eu estava olhando o mapa do Oriente Médio e me dando conta disso. Dá para atravessar completamente o país de norte a sul em 6h!
No mais, nada de muito novo. Semana passada fui num festival de dança que teve em Karmiel, uma cidade aqui perto. Não que eu seja grande entendedor, mas foi bem legal, fui no evento de abertura, quando fizeram uma prévia dos vários shows que teriam nos dias seguintes. Foi num anfiteatro, com um gramadão na frente, daí a galera trouxe cadeiras e cangas e ficou ali curtindo, bem legal. Uma curiosidade que só fui descobrir depois é que o festival rola durante 3 dias, 24h por dia! Muito bizarro!
Então é isso pessoal, no mais tudo em paz por aqui, apesar da modinha de motoristas palestinos de escavadeira resolverem sair tocando o horror em Jerusalém e atropelar todo mundo que vêem pela frente. Mas não se preocupem, aqui em Haifa a coisa é bem mais tranquila. Até porque aqui eles sabem como lidar com esssas coisas…
Abraços,
Bruno
Viagens para quebrar a rotina
14 Junho 2008
Eae pessoas,
Bom, como vocês puderam notar a frequência dos posts tem baixado. Uma parte se deve à minha vagabundagem, mas a outra talvez seja pela rotina que pouco a pouco se instaura na vida aqui, o que faz com que coisas que até de fato são interessantes para quem enxerga de fora, passem desapercebidas para mim, que já estou acostumado com a “batida”.
Mas enfim, no findi de 22/05 fui para Ein Gedi, que é um parque natural pertinho do Mar Morto, no meio do deserto da Judéia. Mas o incrível é que pelo meio daqueles morros de pura pedra, sem uma vegetação, corre um riozinho, que forma umas 3 ou 4 cascatas. OK, nada comparável com a Cascata do Caracol ou coisa similar, mas tendo em conta que é no meio do deserto, é uma coisa admirável.
Bom, daí naquela sexta saímos cedinho de casa e nos tocamos para lá. Caminhamos um monte, vimos as cachoeiras e tomamos banho em uma muito legal, que forma tipo uma furna, com água muito limpa e transparente, com uma caverna ao lado. É meio surreal ficar tomando banho de rio no meio do deserto, mas é muito tri, matar aquele calor na água. Daí ficamos uma meia hora ali, relaxando e curtindo esse contraste. Muito tri! As fotos estão no meu Picasa.
No findi seguinte foi aniversário do Leo, daí fizemos uma festa-surpresa para ele, que caiu bem direitinho e não desconfiou de nada, hehehe. FIzemos lá no Parque Carmel, aqui em Haifa mesmo. Na eterna busca pelo churrasco possível, resolvemos partir para outra abordagem, e já que carne é uma coisa complicada aqui e churrasqueira mais ainda, fizemos uns espetinhos de xixo, que fica mais apropriado para as churrasqueiras rasinhas daqui. E não é que ficou bom, deu para matar um pouquinho da saudade de churras. Mas claro que a lágrima pelo costelão 12h, pelo vazio e pela picanha ainda corre, mas essa terá que esperar mais um pouco ainda. As fotos do aniver estão aqui no Picasa do Pacheco.
Já na semana passada, foi feriadão aqui em Israel por causa do Shavuot. Daí aproveitamos e fomos para Eilat o Bidi, Zé, Pacheco, Maurício e eu. Foi muito tri para relaxar naquele mar horrível, hehehe. Dessa vez comprei máscara e snorkel, daí dava para mergulhar e ver os peixes e corais melhor, realmente é muito lindo. Para completar, fiz um curso de mergulho, aprendi a operar todos os equipamentos e tal. Agora estamos pilhados para num próximo feriado ir no Sinai, no Egito, onde dizem que é ainda mais bonito de mergulhar que Eilat. Se Eilat já é do jeito que vi, nem quero ver o que é o Sinai…. Algumas fotos da nossa viagem lá no Picasa do Pacheco.
Para completar, uma ótima notícia, que eu só acreditei quando fechou tudo: o meu pai finalmente decidiu vir aqui me visitar! Ele e a Vera vêm no finalzinho de setembro para ficar uma semana. Vai ser muito legal, já vou começar a montar o roteiro turístico, agora que Israel já está quase na palma da mão, hehehe.
Abraços,
Bruno
Eilat e Petra
03 Junho 2008
Shalom pessoas,
Post meio atrasado, mas para contar o resto das viagens que fiz com a Fer (sim, viajamos um monte nessas quase 4 semanas que ela esteve aqui)
No findi de 2 e 3 de maio fui com ela a Massada, Mar Morto e Jerusalém. De novo, só o calor – bem maior que da primeira vez que fui – e as fotos boiando no Mar Morto que consegui tirar desta vez, pois levei calção de banho e toalha – coisa que tinha esquecido da primeira vez. Daí na volta de Massada paramos em Jlem para a Fer ver o Monte das Oliveiras, que não tinha dado tempo de ir ver no Pessach. Foi legal, porque pegamos o pôr-do-sol lá e foi bem bonito, rendeu várias fotos. No dia seguinte, fomos a Akko e Rosh Hanikra, mas nada diferente do que tinha visto da primeira vez que fui lá. Aliás, é até legal para ver coisas que passam batidas da primeira vez.
Já no feriado de 8 de maio (dia da independência de Israel), fomos a Eilat, que fica bem no sul de Israel. Para chegar lá, é preciso literalmente atravessar o país, o que dá uns 500km aqui de Haifa. Muitos israelenses acham isso muito longe e vão de avião, mas fomos de carro mesmo. Na ida fomos por Be’er Sheva, e depois dali foram 200km pelo meio do deserto, vimos várias pasiagens muito tri. Nada de cidades, lá de vez em quando aparecia uma base militar ou um check-post. Daí, umas 2h depois, chegamos em Eilat. A cidade em si não é muito grande, mas o mar… É algo inacreditável!! O mar vermelho é conhecido como um dos melhores locais de mergulho do mundo, e não é por acaso. Dá para entrar na água até não dar mais pé e continuar enxergando o fundo. E o mar é cheio de peixes, num dos dias fomos no Oceanário de Eilat, que é tipo um parque sobre peixes, que tem um observatório embaixo d’água, onde se enxerga muito dos peixes e corais… Fantástico. Eu, mesmo sem equipamento e sem saber mergulhar, só com um óculos de natação já consegui ver vários peixes na praia, foi muito legal. No final do dia ainda fomos numa festa na Base Naval de Eilat, que estava aberta ao público e com vários shows comemorando os 60 anos da fundação do Estado de Israel.
Bom, a outra grande atração da viagem é que Eilat é fronteira tanto com o Egito como com a Jordânia. Então, reservamos um dia do feriadão para ir a Petra, a cidade antiga onde foi filmado o Indiana Jones e o Templo da Perdição. Passamos a fronteira, pagamos a taxa, entramos na Jordânia e pegamos um táxi da fronteira até Petra. O taxista (que para variar se chamava Mohammed) era muito figura, e levou mais ou menos umas 2h até Petra. A cidade é realmente incrível, entramos no parque e caminhamos um tanto até alcançar um cânion bem estreito, pelo qual caminhamos mais ou menos 1km até dar de cara com o prédio do tesouro, muito gigante e todo esculpido em pedra. Aliás, toda a cidade é assim, esculpida na pedra e com cavernas e tal, e bem preservada. Realmente, como tínhamos lido, 1 dia foi pouco para ver tudo, mas deu para ver o básico da cidade.
Ufa! Fim de post. Para fechar, as fotos de:
Abraços,
Bruno
Istambul
14 Maio 2008
Eae pessoas,
Continuando o relato das mini-férias com a Fer, depois de Rhodes e Jerusalém, embarcamos rumo a Istambul, na Turquia. Na real o plano original era ir para o Cairo, no Egito, mas como era meio complicado ir para lá, pois só indo por sua conta e risco, depois de ver as fotos de um amigo aqui de Israel (Diego, irmão do Thiago) tirou quando foi a Istambul, comecei a gostar da idéia. Daí como achei um pacote que fechou as datas certinho, a Fer e eu decidimos ir. E de fato foi uma decisão acertada, a cidade é muito legal, riquíssima em história e atrações. FIcamos 2 dias completos lá, mas tinha coisa para ficar uns 5 dias tranquilamente!
Bom, começando que Istambul é a única cidade que fica em dois continentes: europa e ásia. A parte velha da cidade fica na europa e a outra na ásia. Separando-as, existe o estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro (ao norte) com o Mae Egeu (ao sul). Istambul é um baita cidade (entre 16 e 19 milhões de viventes), e era a antiga Constantinopla, que depois virou capital do vasto Império Turco-Otomano. Então, cultura é que não falta por lá. Basicamente, visitamos o Palácio Topkapi, antiga sede do império que hoje guarda várias exposições do tempo do império, da religião, etc. O palácio é muito grande e todo decorado com dourados e belíssimos azulejos, típico da cultura muçulmana. Em termos de museu, dos que visitei só achei o Topkapi menor que o Louvre. E tudo muito conservado, tanto o prédio, como as porcelanas usadas pelos Sultões desde o século XI e muitas jóias do império, presentes de outros governantes, etc. Fantástico, vale a pena dar uma conferida nas fotos!
No final do primeiro dia, ainda fomos visitar a Aya Sofia, uma antiga igreja bizantina construída em 540 DC (isso mesmo, século IV !!!) e foi transformada em mesquita depois do Sultão Mehmed II tomar Constantinopla e criar o Império Otomano. Depois de 1935, a mesquita foi desativada e o prédio transformado em museu. A partir daí começou a se restaurar o prédio, e foram descobertos os elementos bizantinos escondidos quando a igreja foi transformada em mesquita. Então é legal ver o contraste dos mosaicos bizantinos com os elementos de mesquita, muito massa! Pena que o domo central, de 55m de altura, estava em restauração. Mas mesmo assim a visita valeu a pena, com certeza!
Saindo dali, atravessamos uma bela praça decorada com tulipas e fomos à Blue Mosque, que é uma mesquita constrída em 1616, toda decorada com o que tinha de melhor na época. O prédio de fato é muito bonito, e funciona como mesquita até hoje. Contudo, visitantes são permitidos em determinados horários e fomos lá dar uma conferida. É bem diferente, o interior é todo acarpetado, é preciso tirar os calçados para entrar. Tem muitos azulejos e pinturas, além de lustres gigantes. No fim do dia, fomos a um salão de chá, tomar o chá turco nos copinhos característicos deles e fumar um narguile. Foi muito tri, porque fomos a um salão “dos nativos”, então tu via o pessoal saindo da faculdade e estudando, executivos de terno num “happy-hour” depois do trabalho, conversando ou lendo um jornal ou livro ou só relaxando, muito massa!!!
No segundo dia, apesar da chuva fina, fomos no Grand Bazaar, que é um grande complexo de lojas que vendem tudo que é tipo de coisa, de jóias a casacos de couro, souvenirs, instrumentos musicais, etc. Quase como um shopping center, só que muito maior e muito mais antigo. Depois fomos no Spicy (ou Egyptian) Bazaar, que só vende especiarias, doces e chás. Muito legal, quase como um mercado público, só que com muito mais coisa e mais variedade. Uma loucura ver tudo aquilo vendido a granel, fresquinho. Dá vontade de levar um pouco de tudo. Dali pegamos um trem e fomos para a parte nova da cidade, caminhar na Istiklal Caddesi, que é um calçadão tipo a Rua da Praia, só que bem maior, com várias lojas e restaurantes, e com um bondinho que liga uma ponta a outra dela. Passamos também na Nevizade, que é uma ruazinha só de restaurantes e bares. Almoçamos por ali e depois voltamos à Istiklal, onde nos refugiamos da chuva e do frio numa Starbucks. Depois, voltamos para o hotel para jantar e fazer as malas, pois já voltávamos no outro dia.
No fim, uma coisa interessante de Istambul é que apesar de ser uma cidade de maioria islâmica e ser frequente ver mulheres de véu na cabeça e ter o chamado para rezar propagado pelos alto-falantes das mesquitas em certas horas, Istambul parace ser uma cidade tri tolerante. Tu não sentes aquele ar de “estão me olhando diferente” quando tu passas na rua. Parece ser cada um na sua, com sua religião e seus costumes.
Enfim, resumindo a ópera: se tiverem a chance de ir a Istambul algum dia, não a percam. Vale muito a pena!
As fotos do passeio estão lá no meu Picasa!
Abraços,
Bruno
Jerusalém no Pessach
13 Maio 2008
Olás,
Na semana de 19 a 26 de abril foi o Pessach aqui em Israel, que é para os judeus tão importante quanto o natal é para os cristãos. O Pessach simboliza a libertação dos judeus no egito e o posterior êxodo. Hoje em dia é quando a família toda se reúne e tal, especialmente no primeiro sábado (que foi no dia 20, nesse ano), quando eles fazem o Seder, que é tipo uma ceia com toda a família, recitam orações e canções, etc. Mas toda a semana é especial para eles, de forma que Jerusalém estava tomada de gente, e o Muro das Lamentações atrolhado. Só não estava mais cheio que a Igreja do Santo Sepulcro, pois na mesma semana coincidiu a páscoa para os gregos ortodoxos (para quem não sabe, quem manda na maioria da Igreja do Santo Sepulcro sçao os gregos orotdoxos – os católicos romanos tem só uma capelinha minúscula lá dentro). Então Jerusalém estava um caos, gente por tudo que é lado, ruas trancadas, era algo! A Fer passou um sufoco para entrar na capela do Sepulcro, quase uma hora de empurra-empurra.
Mas só para fechar o assunto Pessach, durante aquela semana os judeus não podem comer nada que leve fermento, para simbolizar a saída às pressas do Egito, sem ter tempo de curar o pão. Até aí tudo bem, tradição deve ser respeitada, mas algo que me chocou foi ir no supermercado que frequento (que não é kosher) e ver todas as prateleiras com produtos que tinham fermento com um pano branco as tapando e a padaria fechada. OK, quem quisesse comprar bolacha ou cerveja poderia – até aí tudo bem, mas nos supermercados kosher, as prateleiras estavam LACRADAS e como se não bastasse na entrada dos corredores de produtos com fermento colocaram PALLETS de água mineral para impedir que alguém entrasse. Para mim foi algo como se na sexta-feira santa fechassem todos os açougues do RS. Mas enfim, só para dar um cenário do que é o Pessach aqui no Israel.
Voltando ao passeio (ufa), pus em prática todos meus conhecimentos de guia turístico (ajudado pelo Lonely Planet “emprestado” da Emi) para guiar a Fer pela cidade velha e percorrer a Via Dolorosa, as 12 estações que Cristo teria percorrido com a cruz. O que fiz de diferente em relação à minha primeira visita foi ir no Domo da Rocha, que abriga as maiores mesquitas da cidade velha, que fica logo acima do Muro das Lamentações, onde eram os antigos templos judaicos. O lugar em si é muito bonito, com um parque arborizado e tal. O Domo da Rocha em si é incrível, o prédio é muito bonito e aquela cúpula dourada é mais bonita ainda vista de perto. Mas infelizmente não nos deixaram entrar na mesquita, o acesso era exclusivo para quem ia rezar. Mas mesmo assim valeu os 50 minutos de espera na fila.
Apesar do calor infernal em Jerusalém, troteamos o dia inteiro. Saímos de lá já de tardinha, e ainda não deu tempo da Fer ver o Monte das Oliveiras. Mas conseguimos voltar lá 2 semanas depois, na volta de Massada, quando vimos o pôr-do-sol no topo do monte. Valeu a pena a espera!
Abraços,
Bruno
Rhodes
13 Maio 2008
Bom, como antecipei no post anterior, no dia 18/04 a Fer e eu nos tocamos para Rhodes (Grécia) para começar a curtir umas merecidas férias juntos (por sinal, foi a primeira vez que conseguimos tirar férias juntos). Antes de tudo, uma pequena explicação sobre Rhodes. É uma ilha grega que pertence ao conjunto de ilhas chamado Dodecanese. Como todas as ilhas daquela região, é muito rica em história, já passou na mão da Grécia antiga, do Império Romano, Bizantinos, Otomanos, Italianos e Turcos até fazer parte da República Grega a partir de 1948. Em Rhodes que se diz ter existido o Colosso de Rhodes, uma das sete antigas maravilhas do mundo, que era uma estátua de bronze de 30m, construído em homenagem à resistência da ilha a uma invasão. Nós ficamos na cidade de Rhodes, que é a maior, mas a ilha em si tem outras cidades e praias, das quais visitamos mais duas.
Comprei um pacote aqui por Israel mesmo, com vôo charter e hospedagem inclusos. A companhia que fez o vöo foi a Arkia, voamos num 757-200 incrivelmente lotado. O hotel que ficamos era o Mediterranean, bem novo e muito bom, na beirinha da praia. Até “vista” para o mar tínhamos da nossa sacada (tudo bem que era só uma nesga de vista entre os prédios, mas tá valendo
). Chegamos por lá no final do dia, daí só pudemos dar uma volta de reconhecimento perto do hotel, e vimos que a água estava gelada. No outro dia, fomos cedinho para a cidade medieval de Rhodes, a maior cidade medieval habitada da Europa. Ela é toda murada e com alguns portões de acesso. Logo numa das entradas tem a Avenida dos Cavaleiros, que era onde moravam os cavaleiros que defendiam a cidade. Ali tem uma casa para cada nacionalidade de cavaleiros, e no topo do morro o Castelo do Grand Master, algo como o Cavaleiro Chefe. Mas infelizmente o castelo estava fechado para restauração, de forma que só pudemos olhar por fora. E de fato é legal ver as pessoas morando naquelas ruas estreitas, portas baixas, muito diferente. A cidade medieval é bem grandinha e bem conservada, com muitos restaurantes, etc. Tem uma rua de souvenirs e uma praça que é a mais movimentada, e tem partes mais residenciais, onde dá para ficar caminhando com calma. O povo grego se mostrou muito educado e atencioso, todo mundo falava inglês e não passamos por nenhum aperto.
No segundo dia fomos para Farikali, uma praia mais ao sul. Não tinha muito movimento por lá porque era abril, fora da temporada ainda. Mas em Julho e Agosto a ilha inteira tem muito movimento, porque muitos ingleses e alemães fogem do clima murrinha deles para ir pegar sol e praia em Rhodes. Já no terceiro dia fomos para Lindos, que era a cidade principal da ilha mais antigamente. Lindos é uma daquelas cidades gregas clássicas, na encosta do morro, com casinhas brancas e ruas estreitas. Além disso, tinha duas praias na baía que se forma ali, com um mar azul de fazer inveja. Foi muito legal mesmo, só o ponto ruim foi que erramos a programação e fomos no dia que a Acrópole de Lindos, que fica bem em cima do morro, estava fechada. Perdemos de ver as ruínas da Acrópole, mas a cidade por si só já valeu a pena. No final do dia, tomamos coragem e entramos no mar, na praia em frente ao hotel. Estava frio mesmo, mas valeu a pena. Era impossível resistir àquele marzão azul.
No quarto dia, já era hora de ir embora, daí tomamos café e fomos para o aeroporto. Mas valeu muito a pena, a ilha é muito linda! Fotos de todos os passeios estão no meu Picasa.
Abraços,
Bruno


